scholarly journals A CONTRIBUIÇÃO DE ERNST MAYR PARA A FILOSOFIA DA BIOLOGIA

2021 ◽  
Author(s):  
Roger Asevedo dos Santos
Keyword(s):  

Introdução: A ciência que estuda os seres vivos em seus mais variados aspectos, se encontra, de acordo com o pensamento do biólogo Ernst Mayr, estabelecida como uma ciência genuína, autônoma e única, embora por muito tempo tenha sido considerada uma disciplina pouco rigorosa e tratada como um ramo da física. Objetivo: Identificar no pensamento de Ernst Mayr sua contribuição para o estabelecimento de uma filosofia da biologia. Material e métodos: Pesquisa bibliográfica às obras “Isto é Biologia: A Ciência do Mundo Vivo” e “Biologia, Ciência Única”. Resultados: Para o autor, a biologia é considerada uma ciência genuína (Bona fide), pois demonstra organização e classificação do conhecimento com base em princípios explicativos. Para que a biologia fosse reconhecida como ciência autônoma, independente da física, foi necessário que (1) os princípios equivocados do vitalismo e a teleologia cósmica fossem refutados; (2) se demonstrasse que princípios básicos do fisicalismo como o pensamento tipológico, o determinismo, o reducionismo e as leis naturais universais não se aplicam à biologia; e, (3) se assumisse o caráter único da complexidade dos sistemas vivos, reconhecendo que o paradigma evolutivo é uma ciência histórica, que se vale então da metodologia das narrativas. Além disso, Mayr ressalta o papel do acaso para esta ciência, além da necessidade do pensamento holístico e a limitação do seu escopo de investigações ao mesocosmo. Para o autor, o que garantiu a unidade da ciência biológica foi o reconhecimento da teoria evolutiva como um paradigma após a publicação do livro “A Origem das Espécies” de Charles Darwin, paradigma este que se consolidou com a síntese evolutiva. Conclusão: O pensamento de Ernst Mayr sobre as características exclusivas da biologia, suas diferenças marcantes em relação à física, a refutação de antigos pressupostos e o reconhecimento do darwinismo como o paradigma norteador da ciência biológica, representam uma grande contribuição para o estabelecimento de uma filosofia da biologia.

2017 ◽  
Vol 6 (12) ◽  
pp. 2017
Author(s):  
Eloy León

<p align="justify">Célebres personas de la ciencia y la filosofía han escrito acerca de Charles Darwin, por nombrar a algunos como Stephen Jay Gould (1977), Richard Dawkins (2003; 2008), Daniel Dennett (1996), Ernst Mayr (1991; 2001), entre otros. De esta manera, nos encontramos con otro libro, <em>El Darwinismo y la Religión </em>escrito por Gabriel Andrade, publicado en el año 2009, año en cual Darwin cumplía 200 años y su libro <em>El origen las especies</em> 150 años. Un texto con una información fructífera, el cual es recomendable, para todo aquel que quiere aprender siempre un poco más. </p>


2008 ◽  
Vol 363 (1506) ◽  
pp. 2971-2986 ◽  
Author(s):  
James Mallet

Species are generally viewed by evolutionists as ‘real’ distinct entities in nature, making speciation appear difficult. Charles Darwin had originally promoted a very different uniformitarian view that biological species were continuous with ‘varieties’ below the level of species and became distinguishable from them only when divergent natural selection led to gaps in the distribution of morphology. This Darwinian view on species came under immediate attack, and the consensus among evolutionary biologists today appears to side more with the ideas of Ernst Mayr and Theodosius Dobzhansky, who argued 70 years ago that Darwin was wrong about species. Here, I show how recent genetic studies of supposedly well-behaved animals, such as insects and vertebrates, including our own species, have supported the existence of the Darwinian continuum between varieties and species. Below the level of species, there are well-defined ecological races, while above the level of species, hybridization still occurs, and may often lead to introgression and, sometimes, hybrid speciation. This continuum is evident, not only across vast geographical regions, but also locally in sympatry. The existence of this continuum provides good evidence for gradual evolution of species from ecological races and biotypes, to hybridizing species and, ultimately, to species that no longer cross. Continuity between varieties and species not only provides an excellent argument against creationism, but also gives insight into the process of speciation. The lack of a hiatus between species and ecological races suggests that speciation may occur, perhaps frequently, in sympatry, and the abundant intermediate stages suggest that it is happening all around us. Speciation is easy!


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