scholarly journals LEVANTAMENTO PRELIMINAR DE CNIDÁRIOS DE BARRA GRANDE, PENÍSULA DE MARAÚ, BAHIA

2021 ◽  
Author(s):  
Juliana Novais Farias ◽  
Venâncio Bonfim Silva

IINTRODUÇÃO - Os cnidários são invertebrados predominantemente marinhos com ampla distribuição mundial, formados por quatro classes: Hydrozoa, Scyphozoa, Cubozoa e Anthozoa. Sua distribuição é cosmopolita, sendo encontradas 470 espécies no Brasil, tendo no litoral da Bahia os maiores e mais ricos recifes de corais. Apesar da distribuição e abundância, a diversidade Cnidaria ainda é pouco conhecida, com número relativamente pequeno de espécies descritas. OBJETIVO - Expandir o conhecimento a respeito da diversidade deste grupo, através da realização de um levantamento preliminar das espécies de cnidários que ocorrem em Barra Grande, Bahia. MATERIAL E MÉTODOS - Foram realizadas amostragens em três pontos de coleta e em cada local, utilizou-se metodologia específica. Na praia da Mangueira, a amostragem foi feita no mesolitoral, com coleta manual. Na praia Três Coqueiros foi usado o arrasto de porta junto com embarcação, com distância de aproximadamente 1000 metros da costa, durante cerca de quatro horas. Na praia de Taipús de Fora as coletas foram manualmente no infralitoral e mesolitoral e também através de mergulhos livres no sublitoral. Todo o material coletado foi acondicionado em potes e sacos plásticos devidamente identificados. Posteriormente, as amostras foram triadas, fotografadas e acondicionadas em recipientes com solução de álcool a 70%. As fotografias foram enviadas a especialistas para realização das devidas identificações taxonômicas. Em toda a área estudada foram coletados 50 exemplares correspondentes a nove espécies de Cnidaria: Millepora sp. (coral: Hydrozoa); Physalia physalis (caravela: Hydrozoa); Actinia fragacea (anêmona: Anthozoa); Carcinactis dolosa (anêmona: Anthozoa) associadas ao Clibanarius vittatus (paguro: Malacostraca); Montastrea cavernosa (coral: Anthozoa); Mussismilia braziliensis (coral: Anthozoa); Siderastrea stellata (coral: Anthozoa); Aurelia sp. (água-viva: Scyphozoa) e Lychnorhiza lucerna (água-viva: Scyphozoa). RESULTADOS - Este levantamento preliminar mostrou uma considerável diversidade de espécies de Cnidária em Barra Grande. Recomendando-se que sejam realizadas coletas complementares na costa, áreas recifais e afastadas, em profundidades maiores, utilizando métodos de coletas mais diversificados e específicos, como rede de plâncton e mergulho autônomo. CONCLUSÃO - Baseados nesses resultados, recomenda-se também que sejam realizados inventários complementares sobre a diversidade do Filo Cnidaria na costa da Bahia, os quais poderão ampliar o conhecimento sobre o grupo no Brasil.

1968 ◽  
Vol 24 (2) ◽  
pp. 507-510 ◽  
Author(s):  
Robert E. Middlebrook ◽  
Charles E. Lane
Keyword(s):  

2012 ◽  
Vol 87 (4) ◽  
pp. 644-645 ◽  
Author(s):  
Yamin José Risk ◽  
João Luiz Costa Cardoso ◽  
Vidal Haddad Junior

We report the case of a 42-year old woman who was envenomed by a Portuguese man-o'-war (Physalia physalis). She presented an anomalous reaction manifested by purpuric papules that appeared after the initial phase of envenoming (around 24 hours later), when linear erythematous and edematous papules were observed. Late-onset reactions in accidents involving cnidarians commonly include chronic eruptions and local pigmentation.


2015 ◽  
Vol 105 (3) ◽  
pp. 339-347 ◽  
Author(s):  
Daniele B. de Sousa ◽  
Nayara B. Santos ◽  
Verônica M. de Oliveira ◽  
Raimunda N. F. Carvalho-Neta ◽  
Zafira da S. de Almeida

RESUMO Este estudo teve por objetivo caracterizar a diversidade carcinológica de dois manguezais (igarapés Buenos Aires e Tronco) da Baía de São Marcos, na costa amazônica maranhense, Brasil. Foram realizadas quatro coletas trimestrais entre setembro de 2011 a junho de 2012. Em cada coleta foram analisados três pontos por área (zona 1, zona 2 e zona 3), totalizando 24 amostras. O material biológico foi coletado por meio de arrastos com rede do tipo puçá, catação manual e técnica de braceamento. Paralelamente à coleta do material biológico, foram verificados a salinidade, temperatura e oxigênio dissolvido de cada área analisada. Para avaliar a similaridade de agrupamento entre as zonas dos manguezais foi aplicada a análise de cluster e consecutiva elaboração de dendrogramas. Foi coletado um total de 873 indivíduos, representando nove famílias e 21 espécies, das quais Ocypodidae e Penaeidae foram as mais abundantes. Em relação à distribuição espacial, percebe-se que Clibanarius vittatus (Bosc, 1802), Clibanarius tricolor (Gibbes, 1850), Clibanarius foresti Holthuis, 1959 e Uca maracoani (Latreille, 1802) se restringiram à primeira zona dos dois manguezais, enquanto outras dez espécies foram observadas por todo o manguezal, o que pode estar intimamente relacionado ao seu hábito de vida. De um modo geral, o igarapé Buenos Aires apresentou maior número de espécies em relação ao igarapé Tronco, no entanto, existe grande similaridade faunística de crustáceos decápodes entre as duas áreas amostradas.


2019 ◽  
Vol 9 (1) ◽  
Author(s):  
Catriona Munro ◽  
Zer Vue ◽  
Richard R. Behringer ◽  
Casey W. Dunn

Abstract The Portuguese man of war, Physalia physalis, is one of the most conspicuous, but poorly understood members of the pleuston, a community of organisms that occupy a habitat at the sea-air interface. Physalia physalis is a siphonophore that uses a gas-filled float as a sail to catch the wind. The development, morphology, and colony organization of P. physalis is very different from all other siphonophores. Here, we look at live and fixed larval and juvenile specimens, and use optical projection tomography to build on existing knowledge about the morphology and development of this species. We also propose a framework for homologizing the axes with other siphonophores, and also suggest that the tentacle bearing zooids should be called tentacular palpons. Previous descriptions of P. physalis larvae, especially descriptions of budding order, were often framed with the mature colony in mind. However, we use the simpler organization of larvae and the juvenile specimens to inform our understanding of the morphology, budding order, and colony organization in the mature specimen. Finally, we review what is known about the ecology and lifecycle of P. physalis.


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