scholarly journals CÂNCER DE MAMA EM MULHERES JOVENS

2021 ◽  
Author(s):  
Amanda Martins Pereira ◽  
Alline Martins Pereira ◽  
Iara Desiree Vizotto ◽  
Juliana da Cruz

Introdução: O câncer de mama (CM), acomete mais frequentemente mulheres acima de 50 anos que tenham entrado na menopausa, esse número representa uma pequena parcela dentre todos os casos. De 2 a 5% dos casos ocorrem antes dos 35 anos. Os estudos ainda divergem, porém, a maioria das vezes em mulheres jovens o CM está associado a um pior prognóstico, pois podem apresentar em associação clínica e patológica uma doença mais agressiva biologicamente. Tendem a ser hereditário, com mutações com os genes BRCA 1 e 2. O prognóstico menos favorável, os tratamentos tendem a ser agressivos. Objetivo: Revisão de literatura cientifica em relação ao Câncer de Mama em Mulheres Jovens. Material e métodos: US National Library of Medicine (PubMed) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO) descritores: Breast Neoplasms, Young Adult, Adolescent e Immunophenotyping, com os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Encontrados 235 artigos e após critérios de inclusão e exclusão, 6 artigos foram utilizados. Os utilizados para a inclusão: artigos em inglês, português ou espanhol, entre 2009 a 2021, disponíveis na íntegra para acesso online grátis. Resultado: Características clínicas de neoplasias mamárias em mulheres mais jovens diferem daquelas que surgiram mais tarde, a idade no diagnóstico do câncer de mama continua uma variável importante na determinação do prognóstico. Pacientes com menos de 40 anos, apresentam grau histológico alto, perfil imunoistoquímico desfavorável, taxa de mortalidade elevada em comparação as mulheres mais velhas, e são frequentemente classificados como câncer de mama triplo- negativo (TNBC, sigla em inglês), receptor de estrogênio (RE), receptor de progesterona (PR) e receptor-2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) negativos. Mulheres jovens são mais propensas a ter recorrências locais, diagnosticadas em um estágio avançado e terem sobrevida de 5 anos pior em comparado com suas contrapartes mais velhas na pré-menopausa. Conclusão: Carcinomas mamários de mulheres jovens possuem características clínicas, patológicas e moleculares mais agressivas, quando comparadas às mulheres de 50 anos. A sinalização oncogênica, é caracterizada por menor sensibilidade hormonal e maior expressão de HER-2 / receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR), e justifica estudos adicionais para oferecer este grupo de mulheres melhores prognósticos e opções preventivas e terapêuticas.

2018 ◽  
Vol 18 (2) ◽  
pp. 10
Author(s):  
SISTEMAS REVISTAS ◽  
David Tróchez ◽  
Melissa Solarte ◽  
Carolina Cortés ◽  
Laura Cifuentes ◽  
...  

El cáncer de mama es la neoplasia femenina más frecuente a nivel mundial. Se estima que la mayoría de casos son esporádicos, pero entre el 10-15% de ellos tienen historia familiar positiva de la enfermedad. Esta predisposición familiar se ha asociado con mutaciones en genes involucrados en el sistema de detección y reparación de daños en el ADN; tales como los genes BRCA 1 y 2, las cuales se encuentran presentes en el 25% de los casos y en el 75% restante se propone la acción de alteraciones en genes de baja penetrancia.


2021 ◽  
Vol 2 (1) ◽  
pp. 68-82
Author(s):  
Irineu Ferreira Da Silva Neto

A exposição a produtos químicos na vida cotidiana é generalizada e, uma das principais fontes desses agentes é a vasta gama de produtos cosméticos, os quais possuem os metaloestrogênios. Alguns estudos tem mostrado que a exposição a esses metais pode aumentar o risco de desenvolver câncer de mama. Dessa forma, objetivou-se fazer um levamento na literatura sobre os metaloestrogênios e sua relação com o câncer de mama. Foi realizado um levantamento na PubMed (National Library of Medicine), no mês de agosto de 2020. Nesta, foram utilizados os seguintes descritores presentes no Medical Subject Headings (MeSH): “Breast Neoplasms”, “Cosmetics”, “Antiperspirants” e “Metals”, combinados pelo operador booleano “AND”. Como critérios de inclusão, foram adotados estudos disponíveis na íntegra, no idioma inglês, sendo publicados entre 2011 e julho de 2020, apresentando pelo menos dois dos descritores selecionados, com conteúdo relativo ao objetivo do estudo. A partir da análise dos dados, contata-se que existem controvérsias sobre a influência dos metais sobre o câncer, mas a maioria dos resultados de estudos relatam uma relação positiva, enquanto apenas uma pesquisa encontrou evidências dessa associação. Dentre os metais com ações estrogênicas encontrados na literatura destacam-se: Pb, Fe, Ni, Al, Hg, Cr e Cd. Ressalta-se a necessidade de buscar substitutos aos metais que possam ser empregados com a mesma eficiência dos excipientes sem causar danos, ou até mesmo, agravar o risco de câncer.


2021 ◽  
Vol 6 (3) ◽  
pp. e650
Author(s):  
Gary Felipe Chavarría Campos ◽  
Erick Gerardo Blanco Naranjo ◽  
Yorlin María Garita Fallas
Keyword(s):  
Brca 1 ◽  
Brca 2 ◽  

El cáncer de mama es el tumor maligno más frecuente en mujeres y la primera causa de muerte en países desarrollados. Su incidencia está en aumento pero su diagnóstico precoz ha logrado disminuir la mortalidad. En algunas ocasiones, el cáncer de mama obedece a mutaciones genéticas heredadas. El tejido tumoral de los cánceres de mama relacionado a mutaciones en la línea germinal requiere un detallado estudio histológico y molecular que determinen las principales características del tumor a fin de establecer riesgo, manejo, pronóstico y sobrevida del paciente. Los genes mayormente implicados a mutaciones en la línea germinal son el BRCA1 y BRCA2. Aquellos tumores asociados a estas mutaciones presentan características tumorales más agresivas en relación a quienes no portan una mutación, lo que se relaciona a un peor pronóstico.


2021 ◽  
Vol 32 (2) ◽  
pp. 155-159
Author(s):  
M Alcaide Lucena ◽  
CJ Rodríguez González ◽  
S de Reyes Lartategui ◽  
R Gallart Aragón ◽  
MT Sánchez Barrón ◽  
...  

Resumen Los avances recientes en el campo de la biología molecular y la secuenciación del genoma se han traducido en una nueva clasificación del cáncer de mama, que busca mayor precisión y se correlaciona mejor con el riesgo de recaída de la enfermedad y la respuesta al tratamiento. Establece cuatro subtipos de cáncer de mama: luminal A, luminal B, HER 2 positivo y triple negativo, siendo el subtipo luminal A el de mejor pronóstico, y el triple negativo, el de peor pronóstico. Si combinamos la clasificación clásica histológica con la nueva molecular, nos permite encuadrar a estas pacientes de una forma más precisa en función del riesgo, definiendo así un manejo terapéutico adaptado.


2013 ◽  
Vol 11 (4) ◽  
pp. 439-445
Author(s):  
Silvio Eduardo Bromberg ◽  
Rodrigo de Morais Hanriot ◽  
Afonso Celso Pinto Nazário
Keyword(s):  

OBJETIVO: Avaliar a experiência inicial de implementação e aplicação de radioterapia única e intraoperatória com feixe de elétrons em pacientes selecionadas com diagnóstico de câncer de mama em estágio inicial. Avaliar também a recorrência local e os eventos adversos (complicações locais). MÉTODOS: Foram avaliadas 50 pacientes com câncer de mama, pós-menopausadas, com tumores de <2,5cm e linfonodos axilares clinicamente não palpáveis, que se submeteram a uma ressecção segmentar e biópsia de linfonodo sentinela e técnica de radioterapia intraoperatória. Essas pacientes foram seguidas por um período médio de 52,1 meses. RESULTADOS: A idade média dos pacientes foi de 65,5 anos de idade. O diâmetro médio do tumor foi de 1,41cm 82% tinham tumores com receptor hormonal positivo e HER-2 negativo. A dose de radiação empregada foi de 21 Gy em todas as pacientes, com um tempo médio de irradiação intraoperatória de 8,97 minutos. O seguimento médio dessas pacientes foi de 52,1 meses. Foram evidenciados três casos com recorrência local durante esse período, sendo que nenhuma dessas pacientes tinha metástases à distância no momento do diagnóstico da recidiva. O diagnóstico patológico dessas três pacientes foi idêntico ao do tumor primário. Nesta casuística, não se registrou infecção pós-operatória ou formação de seroma. No entanto, em 35 pacientes (70%), foi observada uma fibrose local como sequela de pós-operatório. Esta, quando presente, diminuiu gradualmente e desapareceu completamente em um período médio de 18 meses. CONCLUSÃO: A radioterapia parcial é uma técnica viável e promissora, mas que deve ser indicada em casos selecionados, pelo menos até que tenhamos um maior tempo de seguimento que proporcione maior segurança para indicá-la em nossa rotina, como fazemos com a radioterapia convencional.


2021 ◽  
Vol 10 (6) ◽  
pp. e18610615461
Author(s):  
Isabel Cristina Ranzan ◽  
Ayrton Pereira de Aguiar Neto ◽  
Rubens Furlan Neto ◽  
Rodolfo Ardengue Rosolen Tessaro ◽  
Priscila Pesseti Falconi ◽  
...  
Keyword(s):  
Ki 67 ◽  

O objetivo do presente trabalho foi analisar o perfil clínico-patológico das pacientes diagnosticadas com câncer de mama e submetidas ao tratamento com quimioterapia neoadjuvante no Centro de Oncologia do Oeste do Paraná – COOP no período de julho de 2014 a julho de 2019. As terapias neoadjuvantes são realizadas com o objetivo de reduzir a carga tumoral e melhorar a resposta patológica completa (pCR) em pacientes com tumores avançados e conservar a mama em tumores iniciais. A resposta patológica é uma forma de avaliar a efetividade dessa modalidade de tratamento, bem como os benefícios trazidos por ela. O estudo em questão fez uma análise quantitativa, qualitativa e descritiva, de forma retrógrada, utilizando prontuários físicos do COOP. Conclui-se que há associação estatística de pacientes que alcançaram a pCR com pacientes mais jovens que apresentam maiores níveis de Ki-67, ausência de receptores hormonais de estrogênio e progesterona e presença de receptores HER-2. Deve-se, portanto, considerar essa modalidade de tratamento em pacientes com perfil semelhante a fim de obter melhor desfecho clínico.


2007 ◽  
Vol 6 (1) ◽  
Author(s):  
Cleidemar Moura Marafon
Keyword(s):  
Brca 1 ◽  
Brca 2 ◽  

O câncer de mama é uma das neoplasias que apresentam crescente ocorrência nos países industrializados e também em países em desenvolvimento, como o Brasil. Estudos clínicos, epidemiológicos e genéticos têm identificado características biológicas e sociais como fatores de risco associados a essa neoplasia. Entre as principais causas da doença está a história familiar, idade, condição socioeconômica, radiação ionizante, e vários outros fatores metabólicos e hormonais, e, mais recentemente, os genes de suscetibilidade denominados BRCA. Esses genes, considerados supressores tumorais, codificam proteínas nucleares que estão relacionadas com várias funções no ciclo celular, e a sua inativação pode conduzir a instabilidade genômica, defeitos no reparo da dupla fita do DNA e, conseqüentemente, favorecer mutações adicionais em outros genes que estão envolvidos com o processo de multiplicação e diferenciação celular. O presente artigo faz uma revisão dos genes de suscetibilidade do câncer de mama BRCA-1 e BRCA-2, fundamentais no entendimento da predisposição genética dessa patologia.


2021 ◽  
Vol 73 (3) ◽  
Author(s):  
Carolina Andrea Barriga Schneeberger ◽  
Jamile Camacho Neira ◽  
Eugenio Román Lucero ◽  
Tatiana Retamal Rivas ◽  
Fernando Cadiz Val ◽  
...  
Keyword(s):  

 Introducción: Debido a la pandemia COVID-19 se ha visto un retraso en diagnósticos de enfermedades oncológicas, cambio de tratamientos y aumento en mortalidad. Objetivo: evaluar efectos de la pandemia en pacientes de Clínica Alemana de Santiago con diagnóstico reciente de cáncer de mama, comparadas con igual periodo año 2019.  Material y Método: estudio cuantitativo, retrospectivo, tipo descriptivo. Período 1 abril - 31 julio 2020 comparado con igual periodo de año 2019. Revisión de nuestra base de datos, comparando motivo de consulta, estadio y tratamiento. Análisis estadístico con programa STATA, test T student y test exacto de Fisher. Consideramos significativo p<0,05. Resultados: Total 156 pacientes, 70 (44,87%) consultaron en periodo señalado año 2020 versus 86 (55,13%) el 2019 (p=0,1). Edad promedio 55 años versus 58 (p=0,38). Consulta por nódulo palpable de mama, 25 versus 29 (p=0,86). Hubo diferencias en pacientes que consultaron por antecedentes familiares de cáncer de mama, 0 versus 6 (p=0,033), y en pacientes con antecedente personal de cáncer de mama, 0 versus 6 (p=0,033). Consulta por control imagenológico fue 39 versus 53 (p=0,5). En época de pandemia hubo más tumores Her 2, 11 versus 2 (p=0,006). Por estadios, no hubo diferencia. Por tratamiento indicado, cirugía fue 49 pacientes versus 71 (p=0,85). Hormonoterapia neoadyuvante 7 versus 1 (p=0,058). Conclusiones: En periodo de pandemia hubo menor consulta por cáncer de mama. La mayoría por control imagenológico y lesiones palpables, sin diferencia en estos grupos entre ambos periodos. Hubo menos cirugías y más tratamientos con hormonoterapia neoadyuvante.  


2021 ◽  
Vol 25 ◽  
pp. 160-166
Author(s):  
Felipe Gonzalez ◽  
Andrea Zuluaga-Liberato ◽  
Patricia Lopez-Correa ◽  
Juan Carlos Velasquez ◽  
Carlos Bonilla Gonzalez ◽  
...  

La quimioterapia neoadyuvante, seguida de resección quirúrgica con principios oncológicos, es el manejo estándar en muchos pacientes con cáncer de mama. La respuesta patológica completa (RPC) es un factor pronóstico para supervivencia libre de enfermedad (SLE) y supervivencia global (SG) en algunos subtipos biológicos de cáncer de mama. No obstante, la mayoría de pacientes no alcanzan RCP, definida como la presencia de enfermedad residual en el espécimen quirúrgico (mama, axila o ambas). La presencia de enfermedad residual invasiva indica una resistencia parcial del tumor al tratamiento y se han creado múltiples estrategias para mejorar los desenlaces en este subgrupo de pacientes, una de ella es ofrecer un tratamiento adicional adyuvante. Se realizó una búsqueda de la literatura en las dos bases de datos bibliográficas más importantes como fuentes de ensayos clínicos. Se realizaron reuniones conjuntas entre las unidades funcionales de seno y tejidos blandos, oncología clínica y patología, y se establecieron conductas a seguir en el abordaje terapéutico de la enfermedad residual postneoadyuvancia. En pacientes con cáncer de mama triple negativo con enfermedad residual postneoadyuvancia (RCB II y III), se recomienda quimioterapia adyuvante con capecitabine por 14 días cada 3 semanas por 6-8 ciclos. En pacientes con cáncer de mama HER-2 positivos con enfermedad residual postneoadyuvancia (RCB II y III, que hayan recibido terapia anti HER-2 con trastuzumab), se recomienda adyuvancia con trastuzumab emtansine (T-DM1) por 14 ciclos. Se emitieron recomendaciones para el manejo y reporte de los estudios de patología.


2021 ◽  
Author(s):  
Amanda Cyntia Lima Fonseca Rodrigues ◽  
Ana Maria Machado De Andrade ◽  
Gabrielle Carlim dos Santos ◽  
Giovanna Benichel Bilancieri ◽  
Mariana Barroso Valentim

Introdução: O câncer de mama afeta frequentemente as mulheres. Além dos estressores físicos, aspectos da saúde mental, como questões estéticas, estresse e ansiedade, devem ser considerados para o cuidado holístico à paciente. Métodos terapêuticos vêm surgindo com a finalidade de amenizar os efeitos psicológicos do diagnóstico para as mulheres, entretanto, a comparação entre as diversas técnicas ainda é escassa. Assim, é necessário que profissionais da saúde conheçam intervenções que possam beneficiar a saúde mental de mulheres acometidas pelo câncer de mama, para proporcionar um atendimento integrado. Objetivos: Identificar intervenções terapêuticas para equilíbrio da saúde mental em mulheres com câncer de mama. Material e Métodos: Revisão baseada em artigos publicados entre os anos de 2016 a 2021 na base PubMed. Foram utilizados os descritores “Breast Neoplasms” e “Mental Health” - associados com operador booleano AND. A pesquisa resultou em 86 artigos, que foram analisados, finalizando com um total de 26 artigos para esta revisão. Resultados: Exercícios e terapias complementares ajudaram a reduzir os efeitos psicológicos em mulheres com câncer de mama. Exercícios físicos convencionais, além dos benefícios fisiológicos, colaboram também com o equilíbrio da saúde mental. Destes, destacam-se exercícios aquáticos, Yoga e Mindfulness, que demonstraram diminuição nos níveis de citocinas e substâncias pró-inflamatórias. O Yoga apontou melhora do bem-estar social, familiar e emocional, mas, quando comparado a exercícios físicos convencionais, não foi comprovada vantagem dessa prática. O Mindfulness e a técnica Pythagorean Self Awareness Intervention podem ser capazes de melhorar diversos índices, como IMC, estresse, depressão, ansiedade e angústia. Exercícios de Qigong marcaram uma melhora ou estabilidade na atividade do cortisol, sendo um potencial auxiliador na qualidade de vida. Conclusão: No câncer de mama, o recorte psicológico gera grande influência em diversos sistemas do organismo, inclusive endocrinológico e imunológico. As práticas alternativas - como o Yoga, Qigong e Mindfulness - vem ao encontro dessa necessidade de enxergar a paciente além do tratamento farmacológico, sendo importante a redução da frequência e intensidade de casos de depressão, estresse e ansiedade, apontada por tais técnicas. A comparação entre as práticas ainda é pouco entendida, podendo ser alvo de novos estudos para a integralização do cuidado.


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