CARACTERÍSTICAS CLASSIFICAÇÃO E PATOGENICIDADE DO STAPHYLOCOCCUS AUREUS

2021 ◽  
Author(s):  
Joelma Maria dos Santos da Silva Apolinário

Introdução: O S. aureus trata-se de uma bactéria Gram-positiva onde suas células têm forma de cocos, apresentam-se frequentemente agrupados em cacho e são imóveis. Em condições favoráveis, produz toxinas – enterotoxinas – que são o agente responsável pela intoxicação alimentar. Os fatores de patogenicidade associados a bactéria são; adesinas e formação de biofilme. Outros fatores como invasinas (proteases, lipases) e toxinas, também tem sido bastante estudados. Considerando a habilidade das bactérias produzirem o filme extracelular in vitro, propõe-se uma marca de patogenicidade associando ser um organismo virulento. Objetivo: Avaliar seus fatores características e patogenicidade bem como pesquisar a sua capacidade produtora de enterotoxina. Metodologia: O presente trabalho configurou-se com um estudo de caso através da revisão sistemática da literatura, que possibilitou a construção de referencial teórico sobre assuntos que estão relacionados ao tema em questão, utilizando dados de artigos científicos das plataformas digitais PubMed (National Library of Medicine) e SciELO (Scientific Electronic Library Online). Resultados: As espécies de Staphylococcus podem ser classificadas em dois grupos de acordo com a presença ou ausência da enzima coagulase. Assim, as espécies que possuem a enzima são denominadas coagulase positiva, sendo o Staphylococcus aureus a única espécie desse grupo, e as espécies que não possuem são chamadas de estafilococos coagulase negativa. Conclusão: As enterotoxinas produzidas por S. aureus podem estar relacionadas com o agravamento das doenças causadas pelo micro-organismo, além da sua habilidade de causar intoxicação alimentar, dessa forma constata-se que a bactéria é um dos principais patógenos de maior patogenicidade alta ocorrência e morbidade das infecções por este ocasionado.

Author(s):  
Maria Luzinete Alves Vanzeler ◽  
Fernanda Ferreira Dias ◽  
Fabiula Andrade ◽  
Iris Alvina Guarim Soares ◽  
Keithiany Caroline dos Santos Sávio ◽  
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This article aims to understand the pharmacological properties of AZT and analyze possible reasons for its use in the treatment of COVID-19 alone or associated with chloroquine (CQ) or hydroxychloroquine (HCQ). For this, a bibliographical research was carried out in the following databases: Scientific Electronic Library Online (SciELO), US National Library of Medicine (PUBMED) and ScienceDirect. In the study, data on the pharmacology of Azithromycin (AZT) were collected, its history, its uses, highlighting the research conducted in 2020 with this drug for the treatment of COVID-19. It should be noted that AZT is an antibiotic of the macrolide subclass with varied pharmacotherapeutic use, especially in the treatment of bacterial, respiratory, genitourinary and enteric infections. During the SARS-COV-2 pandemic, HCQ-associated AZT was considered for the treatment of the disease due to its in vitro results. There was much debate about the use of the combination of these drugs and even before the results of clinical studies were published, the Ministry of Health has already made recommendations regarding the use of these drugs to treat COVID-19. National and international health organizations were more cautious and highlighted the lack of scientific evidence for this use. The information collected in this review of the literature suggests that the administration of AZT or AZT associated with HCQ or CQ was not effective in the treatment of COVID-19 patients for both mild and moderate or severe cases.


Author(s):  
Patricia Vitorio De Jesus ◽  
Stephanie Messias Gondim ◽  
Carla Santos Ribeiro Pinheiro

Introdução: As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) representam, atualmente, um dos desafios mais relevantes de saúde pública no Brasil e no mundo, em decorrência do aumento da resistência bacteriana. No ambiente hospitalar, principalmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a colonização por micro-organismos multirresistentes, tais como Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), é tendencial, devido à baixa vulnerabilidade intrínseca dos pacientes enfermos desse setor e aos principais fatores de risco comumente expostos, como a utilização de dispositivos invasivos e a indiscriminada terapia antimicrobiana. Objetivo: Relatar a ocorrência de Staphylococcus aureus resistente à meticilina em pacientes das unidades de terapia intensiva no Brasil, assim como, avaliar seus fatores de risco relacionados aos pacientes internados nesses setores, demonstrando a sua importância como patógeno nosocomial e reforçando o conhecimento acerca das medidas de monitoramento e controle para prevenção da disseminação dessas cepas no ambiente hospitalar. Metodologia: Este artigo é uma revisão bibliográfica de caráter narrativo, no qual os dados foram coletados nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SCIELO), National Library of Medicine (PUBMED), Google Acadêmico e o SciVerse Science Direct (Elsevier), no período de janeiro a outubro de 2020, tendo sido selecionados artigos publicados entre os anos de 2009 e 2020, em português e inglês. Resultados: Foram selecionados ao todo 50 artigos. No Brasil os relatos das ocorrências MRSA se concentraram nas regiões Sul e Sudeste do país. Os fatores de risco comumente associados foram a realização de procedimentos invasivos, a gravidade das patologias de base, baixa adesão à higienização das mãos, bem como a uso indiscriminado de antimicrobianos. Como consequência do uso imoderado, a eficácia terapêutica desses fármacos tem reduzido, implicando no tempo e número de internação do paciente, e no aumento das taxas de morbidade e mortalidade de pacientes internados em UTIs. Com o propósito do controle desse agravo, estratégias administrativas e ações educativas, como higienização correta e frequente das mãos dos profissionais de saúde e colaboradores, implementação de vigilância epidemiológica e protocolos de cultura de vigilância ativa são fundamentais à segurança do paciente.


Author(s):  
Maria Luzinete Alves Vanzeler ◽  
Fernanda Ferreira Dias ◽  
Fabiula Andrade ◽  
Iris Alvina Guarim Soares ◽  
Keithiany Caroline dos Santos Sávio ◽  
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O presente artigo tem por objetivo compreender as propriedades farmacológicas da AZT e analisar possíveis motivos de sua utilização no tratamento do COVID-19 isoladamente ou associado com cloroquina (CQ) ou com hidroxicloroquina (HCQ). Para isso foi feita uma pesquisa bibliográfica nas seguintes bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELO), US National Library of Medicine (PUBMED) e ScienceDirect. No estudo foi reunido dados sobre a farmacologia da Azitromicina (AZT), seu histórico, seus usos, destacando as pesquisas realizadas em 2020 com essa droga para o tratamento da COVID-19. Cabe salientar que a AZT é um antibiótico da subclasse dos macrolídeos com variado emprego farmacoterapêutico, especialmente no tratamento de infecções bacterianas, respiratórias, geniturinárias e entéricas. Durante a pandemia pelo SARS-COV-2, a AZT associada à HCQ foram cogitadas para o tratamento da doença devido aos seus resultados in vitro. Houve muito debate quanto ao uso da combinação dessas drogas e antes mesmo dos resultados dos estudos clínicos serem publicados o Ministério da Saúde já fez recomendações quanto ao uso desses fármacos para tratar a COVID-19. Organizações de saúde nacionais e internacionais foram mais cautelosas e ressaltaram a falta de evidências científicas para esse uso. As informações colhidas nesta revisão da literatura, sugerem que a administração de AZT ou AZT associada com HCQ ou CQ não se mostrou eficaz no tratamento de pacientes COVID-19 tanto para caso leves como para casos moderados ou graves.


2021 ◽  
Vol 10 (15) ◽  
pp. e231101522916
Author(s):  
Gabriel dos Reis Rodrigues Silva ◽  
Bárbara Queiroz de Figueiredo ◽  
Rúbia Carla Oliveira

Introdução: Os medicamentos antivirais frequentemente têm como alvo as polimerases virais e funcionam como análogos de nucleosídeos que terminam o alongamento da cadeia de RNA. No entanto, tais antivirais de terminação de cadeia geralmente não são eficazes contra SARS-CoV-2, haja vista que os coronavírus carregam uma atividade de revisão exonucleolítica, que pode, desse modo, remover nucleotídeos incorporados incorretamente das extremidades de RNAs. Objetivo: elucidar os mecanismos mutagênicos de SARS-CoV-2 induzidos pelo molnupiravir, bem como de acoplar os resultados do uso desse antiviral em pacientes acometidos por COVID-19. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática de literatura e foi realizado o cruzamento dos descritores, em inglês: "molnupiravir", "COVID-19", "SARS-CoV-2", "antiviral", "RNA" nas seguintes bases de dados: National Library of Medicine (PubMed MEDLINE), Scientific Electronic Library Online (Scielo), Cochrane Database of Systematic Reviews (CDSR), Google Scholar, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e EBSCO Information Services. Foram analisadas fontes relevantes inerentes ao tema, utilizando como um dos principais critérios a escolha de artigos atuais, originais e internacionais. Após leitura criteriosa das publicações, 4 artigos não foram utilizados devido aos critérios de exclusão. Assim, totalizaram-se 12 artigos científicos para a revisão. Resultados:  O molnupiravir ou NHC pode aumentar as mutações de transição G para A e C para U na replicação dos coronavírus. Esses aumentos nas frequências de mutação podem estar associados a aumentos nos efeitos antivirais; no entanto, não foram relatados dados bioquímicos de mutagênese induzida por molnupiravir. Aqui nós estudamos os efeitos do composto ativo NHC 5'-trifosfato (NHC-TP) contra o complexo purificado da síndrome respiratória aguda grave do coronavírus 2 RNA polimerase dependente de RNA. Além disso, o molnupiravir demonstrou atividade in vitro contra a síndrome respiratória aguda grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2) em culturas de células epiteliais das vias aéreas humanas. Conclusão: um candidato promissor para o tratamento desses pacientes é o molnupiravir (ou EIDD-2801), que também tem como alvo RdRp de SARS-CoV-2, interfere na replicação do vírus, inibindo a replicação do SARS-CoV-2 no tecido pulmonar humano e bloqueando sua transmissão.


2021 ◽  
Author(s):  
Joelma Maria Dos Santos da Silva Apolinário ◽  
Patrícia Bivar Cândido

Introdução: A Passiflora reúne cerca de 400 espécies de maracujá, a maioria originária da região Neotropical (América), sendo aproximadamente 120 nativas do Brasil. Passiflora incarnata, conhecida por flor da paixão ou planta do maracujá, é uma planta medicinal utilizada na preparação de infusões, tinturas e remédios fitoterápicos para acalmar o nervosismo e combater a ansiedade e a insônia. A Passiflora tem na sua composição passiflorina, flavonoides, C-glicosídeos e alcaloides, com propriedades sedativa, calmante, sonífera e hipnótica, sendo por isso útil no tratamento da ansiedade, tensão nervosa, insônia e dificuldade de concentração. Objetivo: Apresentar a detecção qualitativa da ação da Passiflora incarnata em relação as desordens do sono bem como nos transtornos de ansiedade. Metodologia: O presente trabalho configurou-se com um estudo de caso do tipo comparativo e abordagem qualitativa através da revisão sistemática da literatura que possibilitou a construção de referencial teórico sobre assuntos que estão relacionados ao tema em questão, utilizando dados de artigos científicos das plataformas digitais PubMed (National Library of Medicine) e SciELO (Scientific Electronic Library Online). Resultados: Um estudo clínico, randomizado e controlado, avaliou o uso do extrato de P. incarnata no tratamento de desordens da ansiedade. Foram obtidos resultados semelhantes entre os grupos tratados com o oxazepam (30 mg/dia) e com o medicamento a base de extrato de P. incarnata (45 gotas/dia), durante quatro semanas. Além do efeito sedativo, este atua no tratamento de desordens da ansiedade. O flavonóide Chrysin demonstrou possuir alta afinidade, in vitro, aos receptores benzodiazepínicos. Em altas doses, prolongou o efeito hipnótico induzido por pentobarbital. Em outro estudo pré-clínico, também foi demonstrado, in vitro, a ligação aos receptores GABA A e B. Conclusão: Dessa forma acredita-se que os flavonóides presentes na espécie vegetal sejam os principais responsáveis pelas atividades farmacológicas. Estes constituintes, em sinergismo com os alcalóides também presentes no vegetal, promovem ações depressoras inespecíficas do Sistema Nervoso Central (SNC) contribuindo, assim, para a ação sedativa e tranquilizante. Estudos farmacodinâmicos disponíveis suportam o uso como sedativo e ansiolítico. O sinergismo entre os componentes da espécie vegetal é relatado como um importante fator responsável para a ação farmacológica.


Author(s):  
Karlynne Freire Mendonça ◽  
José Klauber Roger Carneiro ◽  
Maria Auxiliadora Silva Oliveira

Objetivos: avaliar a atividade antimicrobiana em extrato aquoso, hidroalcoólico e alcoólico das folhas de espécies da família Lamiaceae frente a bactérias de interesse. Método: Foram escolhidas quatro espécies: Ocimum gratissimum, Plectranthus amboinicus, Mentha arvensis e Plectranthus barbatus. A partir das folhas foram confeccionados os extratos aquoso, hidroalcoólico e alcoólico nas concentrações 100mg/mL, 50mg/mL e 25mg/mL. Foram selecionadas as bactérias Streptococcus pyogenes, Enterococcus faecalis, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa para os ensaios de antibiose em Ágar Mueller-Hinton. Resultados: P. barbatus, em seu extrato hidroalcoólico mostrou ativo nas três concentrações para bactéria S. aureus, e ainda foi ativo para P. aeruginosa, demonstrando no extrato alcoólico atividade frente as bactérias. Para M. arvensis e P. amboinicus, seus extratos hidroalcoólico e alcoólico apresentaram atividade para S. aureus. Conclusão: Sugere-se que as espécies em questão apresentem boa atividade antimicrobiana, sendo necessária a realização de mais estudos para melhor entender esse mecanismo.


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