scholarly journals FORMAÇÃO DE BIOFILME EM AMOSTRAS CLÍNICAS DE BACTÉRIAS GRAM NEGATIVAS

2021 ◽  
Author(s):  
Priscila Guerino Vilela Alves ◽  
Nagela Bernadelli Sousa Silva ◽  
Ralciane De Paula Menezes ◽  
Mário Paulo Amante Penatti ◽  
Denise Von Dolinger De Brito Röder

Introdução: A capacidade de formar biofilmes através da produção da matriz exopolissacarídica, que os torna totalmente protegida do meio externo, é um dos mecanismos usados ​​pelas bactérias para resistir a ação de antimicrobianos. Nesse estado, as bactérias podem ser até mil vezes mais resistentes do que aquelas no estado planctônico. O aumento de infecções desencadeadas por micro-organismos resistentes é um problema de saúde pública mundial. Objetivo: Assim, este estudo investigou a formação de biofilme em isolados clínicos de bactérias Gram Negativas, utilizando dois métodos de detecção colorimétrica e contagem de Unidades Formadoras de Colônia (UFC). Material e Métodos: Foram estudados oitos isolados clínicos obtidos de neonatos admitidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, sendo quatro (50%) Enterobacter cloacae, duas (25%) Serratia marcescens, uma (12,5%) Pseudomonas aeruginosa e uma (12,5%) Pseudomonas putida. A avaliação da formação de biofilme foi realizada em placas de fundo chato e quantificado através de dois métodos: cristal violeta para avaliar a biomassa, e safranina para avaliar a matriz extracelular. Além disso, a viabilidade celular do biofilme foi determinada através da contagem das UFC. Resultados: Todos os isolados foram forte produtores de biomassa e de matrix extracelular, com destaque para S. marcescens (DO 2,73; 2;45 respectivamente), P. putida (DO 2,30; 1,68) e E. cloacae (DO: 1,88; 1,90). Já a viabilidade celular do biofilme variou entre as espécies de 1,1, x 108 a 2,3 x 109. E. cloacae apresentou uma média de 9,8x108 UFC/ mL, seguida de S. marcescens 1 x 1010 UFC/ mL, P. aeruginosa 2,2x109 UFC/ mL e P. putida, com 6,8x108 UFC/ mL. Conclusão: Os resultados deste estudo demonstraram uma capacidade de todos os isolados clínicos em formar biofilme, forte produção de biomassa e matriz extracelular com destaque para as espécies S. marcescens, P. putida e E. cloacae, o que revela um dado importante uma vez que essas amostras clínicas podem apresentar maior resistência aos antibióticos e dificultar o tratamento de infecções, podendo levar o neonato a morte.

2016 ◽  
Vol 7 (1) ◽  
pp. 80-92
Author(s):  
Janice Barbieri Costa ◽  
Alessandro Alessandro Lima Costa Lima ◽  
Fernanda Torres ◽  
Antônia de Fátima Galdino da Silva ◽  
André Tomaz Terra Júnior

A pneumonia é uma inflamação do parênquima pulmonar causada por diversos agentes etiológicos, as pneumonias hospitalares são causadas principalmente por Enterobacter, Escherichia coli, Klebsiella, Proteus, Serratia marcescens, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus. A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) é considerada a infecção nosocomial mais frequente em unidades de terapia intensiva (UTI) e é definida como uma inflamação do parênquima pulmonar, que aparece após 48 a 72 horas da intubação endotraqueal e do inicio da ventilação mecânica. O objetivo desse trabalho foi demonstrar os principais fatores de risco para a aquisição da PAVM. A pesquisa de revisão literária se deu através de base de dados, como PubMed e Bireme, LILACS, SciELO, o período de publicação compreenderam os anos de 1998 á 2013. A PAVM possui alguns fatores de risco, que são classificados em modificáveis ou não modificáveis.  Alguns exemplos desses fatores de risco não modificáveis são: idade, gravidade da doença de base, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). E os fatores modificáveis alguns exemplos são: educação continuada dos profissionais sobre os fatores de risco, o estabelecimento de protocolos que evitem o uso indiscriminado de antibióticos. Conclui-se através dessa revisão literária que a maioria dos pacientes internados em UTI está em ventilação mecânica (VM) e que nos pacientes intubados, a incidência de pneumonia é de 7 a 21 vezes mais elevado em relação àqueles que não necessitam de ventiladores e por isso são necessárias medidas preventivas.


2010 ◽  
Vol 12 (3) ◽  
pp. 341-345 ◽  
Author(s):  
K.G.L. Bustamante ◽  
A.D.F. Lima ◽  
M.L. Soares ◽  
T.S. Fiuza ◽  
L.M.F. Tresvenzol ◽  
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Pterodon emarginatus Vogel (Fabaceae) é uma árvore do Cerrado conhecida popularmente como "sucupira branca, faveiro, fava de sucupira e sucupira lisa" e utilizada na medicina popular em preparações anti-reumáticas, antiinflamatórias, analgésicas e antiinfecciosas. Esse trabalho teve por objetivo fazer a triagem fitoquímica do pó e avaliar a atividade antimicrobiana do extrato etanólico bruto das cascas da P. emarginatus contra bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e o fungo Candida albicans. O extrato etanólico bruto foi obtido a partir das cascas dessecadas e pulverizadas. A concentração inibitória mínima (CIM) do extrato bruto foi determinada utilizando-se o inoculador de Steers. Os testes fitoquímicos detectaram a presença de flavonóides, heterosídeos saponínicos, resinas e traços de esteróides e triterpenóides. As CIM do extrato etanólico foram de 0,18 mg mL-1 para as bactérias Gram-positivas Rhodococcus equi ATCC 25923, Micrococcus luteus ATCC 9341, Micrococcus roseus IPTSP/UFG e para as bactérias Gram-negativas Serratia marcescens ATCC 14756 e Pseudomonas aeruginosa ATCC 9027; de 0,37 mg mL-1 para a Enterobacter cloacae FT 505 LEMC/EPM/UFG e de 0,74 mg mL-1 para as demais bactérias testadas e para o fungo C. albicans. O presente estudo abre perspectivas para o uso da cascas da P. emarginatus como antimicrobiano.


2008 ◽  
Vol 52 (11) ◽  
pp. 4023-4029 ◽  
Author(s):  
Gian Maria Rossolini ◽  
Francesco Luzzaro ◽  
Roberta Migliavacca ◽  
Claudia Mugnaioli ◽  
Beatrice Pini ◽  
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ABSTRACT Metallo-β-lactamases (MBLs) can confer resistance to most β-lactams, including carbapenems. Their emergence in gram-negative pathogens is a matter of major concern. Italy was the first European country to report the presence of acquired MBLs in gram-negative pathogens and is one of the countries where MBL producers have been detected repeatedly. Here, we present the results of the first Italian nationwide survey of acquired MBLs in gram-negative pathogens. Of 14,812 consecutive nonreplicate clinical isolates (12,245 Enterobacteriaceae isolates and 2,567 gram-negative nonfermenters) screened for reduced carbapenem susceptibility during a 4-month period (September to December 2004), 30 isolates (28 Pseudomonas aeruginosa isolates, 1 Pseudomonas putida isolate, and 1 Enterobacter cloacae isolate) carried acquired MBL determinants. MBL producers were detected in 10 of 12 cities, with a predominance of VIM-type enzymes over IMP-type enzymes (4:1). Although having an overall low prevalence (1.3%) and significant geographical differences, MBL-producing P. aeruginosa strains appeared to be widespread in Italy, with a notable diversity of clones, enzymes, and integrons carrying MBL gene cassettes.


2021 ◽  
Vol 10 (3) ◽  
pp. e43910313516
Author(s):  
Lucas Harassim ◽  
Olibio Lopes Fiebig da Silva ◽  
Luiz Felipe Soares Pinheiro ◽  
Elber José Assaiante dos Santos ◽  
Cláudio Daniel Cerdeira ◽  
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A Infecção no Trato Urinário (ITU) acometendo pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é uma realidade preocupante, agravada pelo uso irracional de antimicrobianos e a alarmante multirresistência em microrganismos. Nós avaliamos o nível de assertividade quanto ao uso de antimicrobianos durante à antibioticoterapia empírica (ATE), em pacientes diagnosticados com ITU, comparando tal tratamento farmacológico empírico e o realizado após o antibiograma (antibioticoterapia direcionada), além disto, estimamos a prevalência dos agentes etiológicos e analisamos os fatores de risco associados. Este é um estudo observacional e transversal, realizado em 2015, no qual foram avaliados pacientes de ambos os sexos e todas as idades apresentando ITU e submetidos à antibioticoterapia, internados em uma UTI de um hospital no sul de Minas Gerais, Brasil. Dos 49 pacientes avaliados (28 mulheres [M] e 21 homens [H]), a média de idade foi 55±19 anos (IC(95) 49-61) e a faixa etária ≥70 anos foi a predominante. Quatorze diferentes microrganismos foram causadores de ITUs, sendo que 28,3% (IC(95%) 16,2-40,4) dos isolados clínicos tiveram Escherichia coli como o agente etiológico (33,3% H e 28,6% M); 18,9% (IC(95%) 8,3-29,4) Acinetobacter baumannii (33,3% H e 10,7% M); 15,1% (IC(95%) 5,5-24,7) Klebsiella pneumoniae (19% H e 14,3% M); 11,3% Pseudomonas aeruginosa (9,5% H e 14,3% M); 5,7% Enterobacter aerogenes (14,3% H); 3,8% Klebsiella oxytoca; 3,8% Staphylococcus aureus (7,1% M); e 1,9% para cada um dos seguintes microrganismos: Enterococcus faecalis (4,8% H); Proteus mirabilis (3,6% M); Enterobacter cloacae (3,6% M); Providencia rettgeri (4,8% H); Citrobacter koseri (3,6% M); Citrobacter freundii (3,6% M); e Fungos leveduriformes (4,8% H). As prevalências de ITUs causadas por A. baumannii e P. aeruginosa foram influenciadas pelo sexo (χ² com p<0,001). No sexo masculino, houve correlações positivas “substanciais” entre o aumento da idade (em anos) e a prevalência de ITU causada por E. coli (r = 0,69) ou entre idades menos avançadas e a prevalência de ITU causada por A. baumannii (r = -0,7). No sexo feminino, houve uma correlação positiva “extremamente forte” entre o aumento da idade e a prevalência de ITU causada por E. coli (r = 0,94; IC(95) 0,66-0,99; p<0,0014). Os antibióticos mais utilizados de forma empírica (ATE) foram: Ciprofloxacina (14,3% IC(95%) 4,7-24,1), Cefepima (14,3%) e Vancomicina (10%), e após o antibiograma (antibioticoterapia direcionada): Ceftazidima (16,3% IC(95%) 6-26,7), Ciprofloxacina (14,3% IC(95%) 4,5-24,1), Polimixina B (10,2%), Imipenem (10,2%) e Ampicilina + Sulbac. (8,2%). Em 20% dos casos, as terapias empíricas (ATE) foram consideradas “inapropriadas/não acertadas”. Contudo, também devemos ter ciência da necessidade clínica e quanto ao imediatismo para o tratamento de uma ITU em UTI, uma vez que a doença pode ser fatal se uma terapia não for instituída, portanto, nós aconselhamos avaliações mais minuciosas, tanto da racionalidade do uso de antibióticos, quanto dos fatores de risco para o desenvolvimento de ITUs em UTIs.


2020 ◽  
Vol 15 (2) ◽  
pp. 48-52
Author(s):  
O SiddoFarka ◽  
O Abdoualye ◽  
M Doutchi ◽  
A Biraima ◽  
O Amadou ◽  
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Objectif : Dans un contexte de ressources limitées, la connaissance du profil des germes contaminant les blocs opératoires et leur résistance aux antibiotiques constitue un maillon de la prévention des infections associées aux soins. Ainsi, l'objectif de notre étude était de déterminer la sensibilité aux antibiotiques des bactéries isolées de l'environnement du bloc opératoire de l'Hôpital National de Zinder. Matériels et Méthodes : Nous avions mené une étude prospective, transversale et descriptive de Janvier à Mars 2020. Les prélèvements avaient été réalisés par écouvillonnage le matin avant le début des activités et avaient concerné les mains et blouses des chirurgiens, le matériel de chirurgie et les équipements du bloc opératoire. Nous avions effectué l'isolement, l'identification et l'antibiogramme des souches bactériennes au niveau du laboratoire de biologie par des techniques conventionnelles classiques. Résultats : Au total, 74 prélèvements avaient été effectués. La culture était positive dans 58,10% des cas (43/74). Les bactéries isolées étaient constituées de 25 souches de Bacillus spp (58,13%), 10 souches de bactéries Gram négatif non fermentaires avec Acinetobacter bamanii (14,0%), Pseudomonas aeruginosa (7,0%) et Stenotrophomonas maltophilia (2,3%) et 8 souches d'entérobactéries représentées par Serratia marcescens (4,7%), Enterobacter cloacae (4,7%), Enterobacter aerogenes (4,7%), Escherichia coli (2,3%) et Klebsiella pneumoniae (2,3%).Concernant la sensibilité des souches aux antibiotiques, une seule souche d'Enterobacter aerogenes était résistante à l'Imipenème et 3 des 9 entérobactéries isolées étaient productrices de bétalactamase à spectre élargi. Conclusion : Au vu de résultats de cette étude, il convient de mettre en place des procédures adaptées en vue d'une meilleure surveillance microbiologique des blocs opératoires. Cela contribuera sans doute à la prévention des infections associées aux soins.


2020 ◽  
Vol 53 (2) ◽  
pp. 135-145
Author(s):  
Gabriela Levorato Pereira ◽  
Amanda Salles Margatho ◽  
Denissani Aparecida Ferrari dos Santos Lima ◽  
Bruna Nogueira Santos ◽  
Paula Elaine Diniz Dos Reis ◽  
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Modelo do Estudo: estudo transversal da fase prospectiva de um ensaio clínico. Objetivo: identificar os microrganismos e a sensibilidade antimicrobiana no sítio de inserção do cateter venoso central coberto pelo curativo gel de clorexidina ou pelo filme transparente de poliuretano. Metodologia: estudo transversal, descritivo, realizado com adultos críticos no período de abril a dezembro de 2014 em um hospital universitário no interior do estado de São Paulo. Imediatamente após a retirada do curativo, foi coletada amostra de swab da pele do sítio de inserção do cateter, semeado em placas de Agar sangue e Agar MacConkey e incubadas em estufas bacteriológicas a 35 °C. Nas amostras que apresentaram crescimento bacteriano após 24 horas de incubação, foram realizados testes de sensibilidade aos antimicrobianos utilizando o equipamento automatizado Vitek II (Biomerieux®). Resultados: 45 pacientes fizeram uso do curativo gel de clorexidina e 47 utilizaram o filme transparente de poliuretano. No grupo com o curativo gel de clorexidina houve crescimento dos microrganismos Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa, Morganella morganii, Enterobacter cloacae, Staphylococcus aureus e Staphylococcus epidermidis em 13 amostras de swabs. O Staphylococcus aureus apresentou resistência a oxacilina. No grupo do filme transparente de poliuretano seis amostras foram positivas com o crescimento de Serratia marcescens, Acinetobacter baumannii, Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus haemolyticus e Klebsiella pneumoniae, esta resistente a amicacina (Klebsiella pneumoniae carbapenemase - KPC). Conclusão: os resultados demonstram maior crescimento bacteriano no sítio de inserção do cateter venoso central coberto pelo curativo gel de clorexidina quando comparado ao filme transparente de poliuretano.


2021 ◽  
Vol 30 (03) ◽  
pp. e165-e170
Author(s):  
David Andrés Castañeda-Millán ◽  
Juan Carlos Osorio-Iriarte ◽  
Juan Pablo Alzate-Granados ◽  
Daniel Amórtegui-Rodríguez ◽  
Juan Sebastián Arbeláez-Teuzaba ◽  
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ResumenLa infección del tracto urinario (ITU) es una de las principales complicaciones postrasplante renal, los datos a nivel nacional en ese grupo poblacional son limitados. Objetivos caracterizar la microbiología de las ITU presentadas en receptores de trasplante renal (TxR) en un centro colombiano durante el periodo 2017–2019, los factores relacionados con la resistencia antimicrobiana y el impacto de la ITU en la función del injerto renal. Métodos estudio de corte transversal ejecutado mediante el análisis de la base de datos de ingresos hospitalarios por urgencias de pacientes receptores de TxR con sospecha clínica de ITU en una institución de cuarto nivel en Bogotá, Colombia. El análisis de datos se ejecutó en STATA 13.0. Resultados La ITU causó 12,69% de visitas a urgencias en pacientes trasplantados. Los microorganismos aislados fueron: Escherichia coli 52,22%, Klebsiella pneumoniae 16,67%, Pseudomonas aeruginosa 4,44%, Salmonella spp 4,44%, Proteus mirabilis 3,33%, Serratia marcescens 2,22%, Klebsiella oxytoca 2,22%, Citrobacter koseri 1,11%, Enterobacter cloacae 1,11%, otros 2,22%; El urocultivo fue negativo en 10% de los casos. El 28,39% (n:23) de gérmenes aislados fue multisensible mientras que el 71,60% (n:58) expresó algún tipo de patrón de resistencia distribuido así: 68,96% productor de betalactamasa de espectro extendido (BLEE), 15,52% productor de carbapenemasas, 12,06% productor de betalactamasa tipo IRT, 3,45% fue catalogado como multirresistente. 17,78% de los pacientes presentó criterios de urosepsis, no se registró ningún caso de mortalidad asociada a la ITU. La creatinina sérica tuvo un incremento promedio de 0,46 mg/dl durante el episodio de ITU (p: <0,0001) y el antecedente de diabetes mellitus se relacionó con la ITU causada por gérmenes resistentes (p: 0,008). Conclusiones La ITU es una causa frecuente de atención en urgencias para pacientes receptores de TxR; la Escherichia coli es el microorganismo causal más frecuente y cerca del 70% de los gérmenes aislados presentó algún patrón de resistencia antimicrobiana.


2016 ◽  
Vol 16 (1) ◽  
pp. 508 ◽  
Author(s):  
Angélica Oliveira Paula ◽  
Ana Karina Marques Salge ◽  
Marinésia Aparecida Prado Palos

Revisión integradora, con el objetivo de analizar las evidencias científicas sobre las infecciones asociadas a la atención en salud (IAAS) en Unidades de Cuidados Intensivos Neonatales (UCIN). Los datos fueron obtenidos a partir de bases de datos electrónica MEDLINE y LILACS, desde 2000 hasta 2015. Se analizaron 36 publicaciones sobre IAAS, con exclusión de las infecciones virales. Los principales microorganismos que causan infecciones hospitalarias son: Staphylococcus (30%), Candida (23,3%), Klebsiella pneumoniae y Pseudomonas aeruginosa (13,3%), Acinetobacter y Serratia marcescens (6,7%), Enterobacter y Enterococcus (3,3%). Entre las causas de septicemia incluyen: Staphylococcus (50%), Candida (30%) y Acinetobacter baumannii (20%). Las IAAS principales en la UCIN se producen por transmisión cruzada de microorganismos de la mano de profesionales de la salud, de las superficies ambientales, equipos y elementos no críticos contaminados. Para la prevención y control de infecciones hospitalarias en la UCIN es necesario formación de los profesionales para adecuada higiene de manos y la limpieza y desinfección de superficies ambientales, equipos y artículos no críticos.


HU Revista ◽  
2019 ◽  
Vol 45 (2) ◽  
pp. 122-133
Author(s):  
Carine Rosa Naue ◽  
Tércio Ribeiro ◽  
Rafaella Ribeiro ◽  
Katia Batista ◽  
Samuel Aquino

Introdução: O ambiente da UTI é considerado o foco das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS). Isso deve-se a particularidades desse ambiente como a utilização de dispositivos invasivos, uso de imunossupressores, período de internação prolongado, colonização por micro-organismos resistentes, prescrição de antimicrobianos e a própria característica do ambiente da UTI, além da condição clínica do paciente. O conhecimento do perfil bacteriano de cada cultura norteia a equipe médica no tratamento inicial das infecções. Objetivo: O objetivo desse trabalho foi verificar a ocorrência e o perfil bacteriano presente em pacientes internados na UTI de um hospital universitário. Material e métodos: O estudo foi realizado através da análise de exames de secreções traqueais, hemoculturas e uroculturas de pacientes internados no período de janeiro a junho de 2018. Os dados foram coletados por meio de impressos laboratoriais do próprio serviço e tabulados na planilha do Excel®, sendo divididos em amostras positivas e negativas, e realizada análise descritiva com valores absolutos e percentuais. Resultados: Em geral, as bactérias de maior ocorrência foram Acinetobacter baumannii (20,3%), Pseudomonas aeruginosa (19,7%), Klebsiella pneumoniae (15,1%), Staphylococcus aureus (11,9%), Staphylococcus coagulase negativa (7,2%) e Escherichia coli (5,7%). As espécies bacterianas com maior resistência foram Acinetobacter baumanni, Klebisiella pneumoniae, aPseudomonas aeruginosa, Eschericia coli, Serratia marcencens e Enterobacter cloacae. Conclusão: Os dados deste trabalho permitem o conhecimento do perfil bacteriano encontrado nos pacientes internados, o que poderá nortear o tratamento das infecções e consequentemente diminuir a seleção de bactérias multirresistentes, auxiliando na prevenção e no controle das infecções hospitalares.


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