scholarly journals QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DA ÁGUA SUBTERRÂNEA CONSUMIDA NA ZONA RURAL: UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA

2021 ◽  
Author(s):  
Inaê Carolina Sfalcin

Introdução: O abastecimento hídrico na zona rural ocorre, em grande parte, pela captação de água subterrânea em poços domiciliares. Nesses locais, é comum que a água consumida não seja submetida à análises microbiológicas e tratamento, tornando-se um importante fator de risco na ocorrência de doenças diarreicas de natureza infecciosa, uma vez que os solos rurais estão intensamente sob o uso agrícola, pecuário e expostos aos despejos domésticos. Bactérias do grupo coliforme são indicadoras de contaminação por microrganismos patogênicos de veiculação hídrica. Objetivo: Avaliar a qualidade microbiológica da água de um poço artesiano que abastece oito famílias, na comunidade rural de São João das Missões, São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul. Material e Métodos: O poço artesiano em estudo possui 140 m de profundidade e, em um raio de 100 m no seu entorno, há criação de animais (bovinos, suínos, aves), lavoura cultivada, esgoto doméstico e domicílios. Amostras de água foram coletadas in loco, em dois eventos com um ano de intervalo, seguindo a metodologia da American Public Health Association para águas subterrâneas. Verificou-se qualitativamente coliformes totais e a bactéria Escherichia coli em 100 ml de amostra sob uso de substrato cromogênico Collitest® , em triplicata, para detecção: após 24 horas de incubação à 35ºC, a presença de coliformes totais por indicativo de mudança de coloração da amostra e após 48 horas de incubação a 35 ºC, a presença de E. coli, através de leitura da coloração da amostra sob luz ultravioleta. Resultados: A análise microbiológica apontou presença de coliformes totais em 100% das amostras e E. coli ausente, em ambos eventos amostrais, demonstrando que não houve alteração na qualidade da água após um ano. Conclusão: A água do poço artesiano em estudo possui padrão microbiológico alterado de acordo com a Portaria nº 2.914/2011, do Ministério da Saúde, e oferece potencial risco à saúde dos consumidores locais, representando a problemática do saneamento básico rural. O tratamento de desinfecção e o monitoramento da qualidade desta água são sugeridos, até que se obtenham resultados satisfatórios para os padrões microbiológicos seguros ao consumo humano.

2017 ◽  
Vol 17 (32) ◽  
pp. 115
Author(s):  
Rosemeire Bueno ◽  
Lucas Vedeschi Ferreira ◽  
Daniele Malimpensa de Oliveira ◽  
Carlos Diego De Souza Rodrigues ◽  
Luciana Aparecida Giacomini ◽  
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<p>A água é considerada uma das substâncias fundamentais para a existência do homem e precisa ser de qualidade, mesmo sob condições de escassez hídrica a fim de evitar mortalidade por doenças de veiculação hídrica. O objetivo desta pesquisa foi analisar e monitorar a qualidade microbiológica e físico-química da água utilizada pela população residente no município de Itu – SP, em uma situação de escassez hídrica, visando à conscientização da população quanto aos métodos de armazenamento e de tratamento da água adequados para garantir a segurança do consumidor. Foram priorizadas as coletas em cinco pontos públicos de distribuição de água consistindo de caixas de 20.000 litros, “bica” (poço artesiano) e um sistema de distribuição de água por bolsões, no período de outubro a dezembro de 2014, correspondente à escassez hídrica vivenciada pela população deste município. As amostras de água foram submetidas a análises por meio da contagem do Número Mais Provável de coliformes totais e Escherichia coli, de acordo com a American Public Health Association. Verificou-se que 100% das amostras continham coliformes totais e termotolerantes e E. coli, estando em  desacordo com o padrão estabelecido pela Portaria nº 2914/2011 do Ministério da Saúde, que preconiza ausência de E. coli em 100 mL de água. Diante do contexto, propõe-se a necessidade de uma maior atenção do poder público e adoção de medidas de controle simples que evitem a ingestão de água contaminada por micro-organismos responsáveis por doenças de veiculação hídrica por parte da população.</p>


Author(s):  
Lisiane Martins Volcão ◽  
Juliana De Lima Marques ◽  
Eduardo Bernardi ◽  
Gladis Aver Ribeiro

Justificativa e Objetivos: Atualmente é crescente a preocupação com as condições higiênicosanitárias de produtos alimentícios disponibilizados a população, visto que há uma grande diversidade de patógenos associados com a contaminação de alimentos. Com isso o objetivo do presente estudo foi o isolamento e a análise do perfil de suscetibilidade de Escherichia coli, Salmonella spp. e Staphylococcus coagulase positiva provenientes de amostras de carne moída obtidas no comércio da cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Métodos: Para o isolamento bacteriano foram utilizadas 20 amostras de carne moída originárias do comércio local, sendo realizada a pesquisa para E. coli, Salmonella spp. e S. coagulase positiva. Todas as cepas bacterianas isoladas foram submetidas a análise do perfil de suscetibilidade, onde foram testados dez diferentes antibióticos. Resultados: O perfil de suscetibilidade variou entre os isolados, em Salmonella spp. observou-se a maior taxa de multirresistência, 58% destas foram resistentes a múltiplos antibióticos, e para os isolados de E. coli ocorreu 44,4% de multirresistência. As cepas de S. coagulase positiva apresentaram a menor taxa, 25% destas foram multiresistentes, e todos os isolados foram sensíveis a oxacilina. Conclusões: A elevada contaminação das amostras de carne moída evidencia a necessidade de boas práticas de higiene e transporte de produtos de origem animal. Quanto aos níveis de resistência e multirresistência aos antibióticos testados, pode-se aferir um possível uso inadequado de antimicrobianos na rotina veterinária.


1991 ◽  
Vol 54 (4) ◽  
pp. 246-248 ◽  
Author(s):  
MILES L. MOTES ◽  
JAMES T. PEELER

Oysters and seawater collected from the southeastern United States were examined for fecal coliforms and Escherichia coli, using the current procedure of the American Public Health Association (APHA) and the fluorogenic 4-methylumbelliferyl-β-D-glucuronide (MUG) modified APHA procedure. After the presence of E. coli in both methods was confirmed by conventional IMViC procedures, there was no significant difference between method means at the α = 0.05 level. In oysters, low confirmation rates of 67 and 77% were observed by the APHA and the MUG methods, respectively. Seawater had the greatest confirmation rates (95%) by the MUG method. The MUG method may be a suitable alternative to the current APHA method for the microbiological evaluation of oysters and seawater.


2018 ◽  
Vol 38 (5) ◽  
pp. 920-929
Author(s):  
Fernando F. Argenta ◽  
Veronica M. Rolim ◽  
Cíntia de Lorenzo ◽  
Gustavo Geraldo M. Snel ◽  
Saulo P. Pavarini ◽  
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RESUMO: A colângio-hepatite é considerada uma causa frequente de insuficiência hepática em gatos e é classificada em neutrofílica, linfocítica e esclerosante. Os objetivos deste estudo foram determinar a frequência de colângio-hepatite em gatos diagnosticados na Região Metropolitana de Porto Alegre, descrever seus aspectos anatomopatológicos e estabelecer uma associação com as infecções por Escherichia coli, vírus da imunodeficiência felina (FIV) e vírus da leucemia felina (FeLV). No período de janeiro de 2000 a julho de 2016 o Setor de Patologia Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul realizou 1915 necropsias de gatos, destes, 32 foram diagnosticados com colângio-hepatite, representando 1,7% dos casos. Destes, a colângio-hepatite linfocítica (CHL) foi diagnosticada em 68,7% (22/32), a neutrofílica (CHN) em 21,9% (7/32) e a esclerosante (CHE) com 9,4% (3/32). A idade variou de quatro meses a 16 anos, com a mediana de seis anos, acometendo predominantemente gatos sem raça definida. Somente na CHN observou-se predisposição por machos, verificado em 85,7% (6/7) dos casos. Enterite e pancreatite foram identificadas concomitantemente com a colângio-hepatite em 56,2% (18/32) dos casos, cada, e a formação de tríade foi identificada em 46,9% (15/32) dos gatos. Através da imuno-histoquímica, 68,2% (15/22) dos gatos com CHL, foram positivos para FIV, 40,9% (9/22) para FeLV e 31,8% (7/22) marcação para ambos os retrovírus. Na CHN, 85,7% (6/7) positivos para FIV, 57,1% (4/7) para FeLV e 42,8% (3/7) imunorreação para os dois retrovírus. Na CHE, 100% (3/3) dos casos apresentaram marcação para FeLV, 33,3% (1/3) para FIV e 33,3% (1/3) para ambos. Imunomarcação para E. coli foi observada em 27,3% (6/22) dos casos da CHL, 28,6% (2/7) da CHN e em 33,3% (1/3) da CHE. E. coli, Enterococcus sp. e Klebsiella pneumoniae foram os micro-organismos mais frequentes isolados no exame bacteriológico. A visualização da E. coli, através da IHQ no sistema hepatobiliar de gatos diagnosticados com colângio-hepatite associados à inflamação, sugere que a doença se desenvolveu secundariamente à infecção bacteriana ascendente.


2006 ◽  
Vol 36 (2) ◽  
pp. 561-567 ◽  
Author(s):  
Aleverson da Silva Barcelos ◽  
Maristela Lovato Flôres ◽  
Glaucia Denise Kommers ◽  
Vladimir Pinheiro do Nascimento ◽  
Stefanie Dickel Segabinazi ◽  
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Este trabalho avaliou, através da macroscopia, histopatologia e bacteriologia, fígados de frangos (Gallus gallus) condenados no abate. Cem fígados de frango foram coletados na linha de inspeção. Noventa deles tinham sido condenados por apresentarem alterações macroscópicas. Dez fígados não apresentavam alterações macroscópicas. As coletas foram feitas em dois abatedouros localizados no Estado do Rio Grande do Sul. No laboratório, fez-se detalhada descrição das alterações macroscópicas dos fígados condenados e exames histopatológicos e bacteriológicos complementares. Para a descrição macroscópica, os seguintes parâmetros foram avaliados: forma, coloração, tamanho, consistência, odor e presença de lesões visíveis. Foram observados fígados com alterações na cor, forma, tamanho e/ou consistência em 47/90 amostras; fígados marrom-pálidos e com outras alterações macroscópicas associadas perfizeram 19/90 amostras; 5/90 fígados estavam amarelos ou amarelados e com outras alterações macroscópicas associadas; 19/90 fígados estavam verdes ou esverdeados e com outras alterações macroscópicas associadas. Os principais diagnósticos histopatológicos foram de colângio-hepatite heterofílica multifocal, degeneração e/ou necrose hepatocelular centrolobular e em ponte, hepatite necrosante aleatória, pericolangite heterofílica multifocal e peri-hepatite fibrinosa subaguda difusa acentuada. A bacteriologia foi direcionada para pesquisa de Escherichia coli, Salmonella spp. e Staphylococcus sp. Utilizando-se cultivo direto das amostras de fígado em meios de cultura seletivos, isolou-se E. coli em 26/100 amostras e Staphylococcus sp. em 24/100 amostras. Para pesquisa de salmonelas, utilizou-se a metodologia convencional preconizada para esta bactéria, entretanto não houve isolamento de nenhuma espécie deste gênero. Através das avaliações realizadas pode-se confirmar o predomínio de lesões sugestivas de infecção bacteriana nos fígados condenados.


2013 ◽  
Vol 80 (2) ◽  
pp. 145-149 ◽  
Author(s):  
L.S. Machado ◽  
E.R. Nascimento ◽  
V.L.A. Pereira ◽  
D.O. Almeida ◽  
D.L.C. Abreu ◽  
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A colibacilose é considerada uma das principais doenças da indústria avícola moderna, devido aos grandes prejuízos econômicos causados. A Escherichia coli contribui não só para a doença em si, levando à perda de peso das aves, bem como para o aumento da taxa condenação de carcaças durante o abate e processamento. A detecção de fatores de virulência de cepas de E. coli do patotipo APEC colabora para a caracterização de sua patogenicidade e as técnicas de PCR têm sido muito úteis na pesquisa de genes que os codificam. Este estudo objetivou diagnosticar E. coli pela detecção o gene Fel A por PCR e relacionar a positividade para este agente com o baixo peso em frangos de corte provenientes de lotes condenados por aerossaculite. Foram estudados 40 lotes de frangos de corte abatidos em um matadouro avícola sob Inspeção Sanitária Federal, localizado no Estado do Rio Grande do Sul. Foram colhidos aleatoriamente 3 frangos e obtidos "pools" de três traqueias em cada um deles para PCR. O DNA foi extraído pelo método de fenol-clorofórmio e amplificado com pares de "primers" específicos para gene Fel A de E. coli. Dos 40 lotes analisados pela PCR, 35% (14/40) foram positivos para o gene Fel A. A PCR foi eficaz para a detecção do gene Fel A em lotes de frangos de corte e houve relação entre a presença do gene Fel A, a queda de peso e aumento na taxa de aerossaculite.


2018 ◽  
Vol 9 (3) ◽  
pp. 49
Author(s):  
Ingrid Silva SANTOS ◽  
Marcio Amorim Tolentino LIMA ◽  
Lucas Ribeiro CARVALHO

<p>Considerando-se que o acesso à alimentação segura constitui condição básica para a saúde humana, este trabalho teve como objetivo analisar a qualidade microbiológica dos pastéis fritos com recheios de carne e frango, comercializados em lanchonetes e por ambulantes no centro de Itabuna-BA no período de março a abril de 2015. Foram realizadas contagens totais de microrganismos aeróbios mesófilos, enterobactérias, coliformes totais, coliformes termotolerantes, <em>Escherichia coli</em> e estafilococos coagulase positiva (<em>Staphylococcus aureus</em>) de acordo com os métodos presentes na American Public Health Association (APHA), 4ª Edição do <em>Compendium of Methods for the Microbiological Examination of Foods. </em>Foi observado maior crescimento de microrganismos aeróbios mesófilos nas amostras comercializadas por ambulantes móveis devido ao armazenamento à temperatura ambiente que favoreceu melhores condições à proliferação microbiana. Verificou-se que todas as amostras apresentaram condições sanitárias satisfatórias e estavam de acordo com o padrão legal vigente para coliformes a 45ºC, constituindo o processo de fritura fator responsável por reduzir a contaminação proveniente da confecção dos pastéis.  No entanto, 1 (5%) amostra de pastel de frango apresentou estafilococos coagulase positiva acima do permitido pela ANVISA, na RDC nº 12 de janeiro de 2001, indicando que produto estava em condições sanitárias insatisfatórias e impróprio o para o consumo humano. Portanto, entre os problemas verificados na qualidade microbiológica dos pastéis fritos, a contaminação pós-fritura, devido às práticas higiênicas inadequadas dos manipuladores, foi identificada como o principal fator contribuinte à insalubridade do alimento.</p>


2019 ◽  
Vol 15 (9) ◽  
Author(s):  
Monik Martins ◽  
Eveline Dischkaln Stolz ◽  
Marta Grassi Gadea ◽  
Terimar Ruoso Moresco

O Brasil possui diversidade biológica e cultural que colabora para que as plantas medicinais sejam utilizadas como uma alternativa ao uso de medicamentos. Por serem naturais e menos onerosas, seu consumo tem aumentado, porém a falta de fiscalização na sua comercialização põe em discussão sua qualidade. Esse trabalho visa analisar a qualidade microbiológica de amostras de Achyrocline satureioides (LAM.) DC., popularmente conhecida por marcela, comercializadas por feirantes em cidades do Rio Grande do Sul (RS) - Brasil. Foram analisadas bactérias mesófilas, fungos, coliformes totais e termotolerantes, Staphylococcus coagulase negativa e positiva e Escherichia coli. Todas as análises seguiram a metodologia descrita no Manual de Métodos de Análise Microbiológica de Alimentos e Água. Os resultados indicam que as amostras estão adequadas para consumo conforme preconiza a legislação Brasileira. A contaminação por bactérias mesófilas aeróbias apresentou variação de 2,6x103 a 1,2x106 UFC e por fungos foi de 1,8x103 a 4,2x104 UFC. Quatro amostras apresentaram contagem para coliformes totais, duas para coliformes termotolerantes e somente em uma amostra foi detectada E. coli. Staphylococcus coagulase positiva não foi detectado. Em vista dos argumentos apresentados conclui-se que a marcela comercializada por feirantes e vendedores ambulantes de cidades do RS não apresenta riscos microbiológicos à população, pois atendem às especificações e critérios compreendidos pela legislação brasileira para microrganismos indicadores de contaminação ambiental e por manipulação.


2017 ◽  
Vol 45 (1) ◽  
pp. 6
Author(s):  
Sergio Farias Vargas Júnior ◽  
Rodrigo Casquero Cunha ◽  
Daniela Isabel Brayer Pereira ◽  
Sônia De Ávila Botton ◽  
Silvia Regina Leal Ladeira ◽  
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Background: Escherichia coli (E. coli) is an enteropathogen that commonly causes diarrhea in calves. However, not all E. coli isolates are pathogenic. The aim of this study was to identify E. coli virulence factors derived from fecal samples collected in the southern region of Rio Grande do Sul state (RS) from calves with and without diarrhea, as well as investigate the antimicrobial susceptibility of E. coli isolates from calves with diarrhea.Materials, Methods & Results: Forty stool samples were collected in 12 farms, each one from calves having one day to six months of age, with and without diarrhea. The total DNA of from these isolates was extracted and a PCR using primers specific for the virulence factors Stx1, Eae, F41, F5 and STa was conducted. The susceptibility testing used the disk diffusion method and the susceptibility profile was evaluated against the following antimicrobials: ampicillin, penicillin, chloramphenicol, enrofloxacin, gentamicin, trimethoprim, sulfonamide, tetracycline and streptomycin. From all calves, 15 (15/40, 37.5%) had diarrheal stools and 25 (25/40, 62.5%) had normal or semi-liquid stools. Twelve (12/40; 30%) E. coli isolates showed at least one virulence factor. These factors were found in four isolates (4/15; 26.6%) from diarrheal stools and eight isolates (8/25; 28.5%) from normal stool. The Stx1 factor was identified in five isolates (5/40; 12.5%), and the Eae and the Sta factors in one (1/40; 0.2%) and in atypical associations between Stx1 and Eae and also between Eae and F41 in two isolates (2/40; 0.5%). Also, the Eae and Sta factors were identified in one isolate (1/40; 0.2%). The susceptibility test showed resistance to penicillin and tetracycline in 93% and 80% of the tested isolates, respectively.Discussion: The identification of virulence factors is necessary because E. coli is an enterobacterium present in calves gastrointestinal tract, to prove its pathogenicity. The virulence factor most commonly found in E. coli isolates derived from feces of calves with and without diarrhea in the southern region of the RS was the Stx1 (Shiga toxin-producing E. coli STEC). It is likely that the highest occurrence of E. coli isolates positive for the Stx1 virulence factor was due to the fact that cattle were the main reservoirs of this type of bacteria. The occurrence of enterohemorrhagic E. coli (EHEC) in animals of nine and 34 days of life, respectively, is highlighted. Studies have shown that contamination of animal foods with EHEC can cause enteric disorders, hemorrhagic colitis, and uremic hemolytic syndrome (UHS) in humans. Although in the present study the identification of the Stx2 factor was not performed, authors describe that the presence of the genes encoding Stx2 and Eae is determinant in the occurrence of UHS. In the susceptibility test, it was observed that E. coli isolates from diarrheal stools showed resistance to antimicrobials penicillin (10 mg) and tetracycline (30 mg) [93% and 80%, respectively], ampicillin (10 mg) [47%], streptomycin (10 mg) [47%], trimethoprim (5 mg) [47%] and sulfonamide (300 mg) [53%]. Although the percentage of antimicrobial resistance varies among studies, it is believed that the indiscriminate use of antimicrobial therapies as a common practice among rural properties contributes to bacterial resistance to these drugs. The sensitivity profile to antimicrobials showed that the analyzed Escherichia coli isolates are resistant to the antimicrobials commonly used for diarrhea treatment in the southern region of the Rio Grande do Sul state, Southern Brazil.


2017 ◽  
Vol 10 (4) ◽  
pp. 194
Author(s):  
Grasiela Salton ◽  
Mônica Jachetti Maciel

Objetivos: Este estudo objetivou verificar a prevalência e o perfil de resistência de bactérias isoladas em uroculturas frente aos antibióticos comumente utilizados em pacientes ambulatoriais da comunidade.Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo documental com abordagem quantitativa com base na análise de 55 prontuários de exames realizados durante os meses de junho 2014 a junho 2016, em uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, Brasil.Resultados: A partir dos 616 prontuários, foram identificados 55 (9%) dos casos como bacteriúria significativa. O principal patógeno presente nas uroculturas foi Escherichia coli com 70% (38), seguido por Staphylococcus aureus com 21% (12) e Enterobacter spp., com 9% (5). Pacientes do sexo feminino foram os mais acometidos representando 87% (48) dos casos. Em relação à faixa etária houve maior prevalência de bacteriúria significativa entre os indivíduos que apresentaram idade entre 61 a 80 anos, 40% (22). Sobre os perfis de resistência, 29% de E. coli apresentaram resistência a sulfametoxazol trimetropima, 17% de S. aureus apresentaram resistência aos antimicrobianos nitrofurantoína e sulfametoxazol-trimetropima e 40% de Enterobacter spp., apresentaram índice de resistência à clindamicina.Conclusão: Os dados permitem concluir que no presente estudo houve alta prevalência de bacteriúria significativa em mulheres, assim como em uma faixa etária de 61 a 80 anos. O principal patógeno encontrado foi E. coli, seguido por S. aureus e Enterobacter spp. Em relação aos antibióticos, observa-se alto índice de resistência de Enterobacter spp., seguida por E. coli e S. aureus.


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