scholarly journals Democracia em colapso?

Author(s):  
Denise Cardozo ◽  
Matheus Botelho
Keyword(s):  

Trata-se da obra dos professores de ciência política na Universidade Harvard, Steven Levitsky, cuja pesquisa se concentra na América Latina e no mundo em desenvolvimento, e, Daniel Ziblatt, que estuda a Europa do século XIX aos dias de hoje. O livro é traduzido para o português por Renato Aguiar. Traz um interessante e elucidativo prefácio assinado pelo Professor titular do Departamento de Ciência Política da UFRJ, Jairo Nicolau, que além de fazer uma brilhante análise da narrativa central do livro, acerca do contexto de declínio democrático no mundo, e, em especial da crise do sistema político norte-americano, com a ascensão de Donald Trump à presidência, atenta o leitor a refletir sobre, para ele, duas discussões centrais do texto: a mudança das regras estadunidenses legais de escolha dos candidatos ao governo, e, a quebra de importantes regras informais, de tolerância mútua e reserva institucional, anteriormente respeitadas, comutações que possibilitaram a escalada de um outsider à Casa Branca, enfraquecendo, assim, o regime democrático norte-americano tradicional e consolidado. Para responder a questão central do texto “A democracia norte-americana está em perigo?” os autores fazem um estudo sobre o fracasso de democracias, em diferentes lugares e tempos (em especial o período pós-depressão dos anos 30, na Europa, e do autoritarismo dos anos 60 e 70, na América Latina), voltando a atenção para os tempos atuais em seu próprio país.

2021 ◽  
Vol 28 (39) ◽  
pp. 79-95
Author(s):  
Javier Luciano Quispe Robles

¿Cuáles son los desafíos que enfrenta la política exterior de Joe Biden en América Latina? El presidente nortemericano ha prometido abrir una nueva etapa en las relaciones con los países latinoamericanos luego de cuatro años de una política exterior unilateral e impredecible de Donald Trump. Sin embargo, existen procesos en marcha en América Latina que imponen condiciones importantes para la política exterior estadounidense: procesos de autocratización en varios países de la región, una política exterior autónoma y competitiva de parte de las potencias regionales latinoamericanas y la creciente presencia de China en la región. El artículo discute cómo estos procesos configuran la política regional latinoamericana y qué desafíos representan para la amplia agenda que tiene Biden para la región, que va desde asuntos ambientales, migración, corrupción, derechos humanos, entre otros. Para ilustrar el argumento, se analiza la relación de Estados Unidos con países particulares a la luz de acontecimientos recientes. Así, el artículo busca contribuir con la discusión sobre factores que inciden en la política exterior y en específico en la relación de Estados Unidos con América Latina.


2020 ◽  
Vol 29 (3) ◽  
Author(s):  
Dalila Andrade Oliveira ◽  
Myriam Feldfeber
Keyword(s):  

A proposição deste dossiê, com tema tão provocativo, é resultado de debates realizados em diferentes espaços acadêmicos e políticos, envolvendo colegas de distintas instituições e países. A onda conservadora que se acentuou no final desta década, identificada por vários eventos em diferentes partes do mundo, em especial com a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos em 2016, tem sido amplamente discutida e estudada por pesquisadores de variadas áreas do conhecimento em diferentes contextos nacionais. As repercussões ou feições da referida onda conservadora ou neoconservadora, como alguns a descrevem, na América Latina têm sido objeto frequente nos debates acadêmicos e políticos na região. Em especial, no âmbito da Rede Latino-americana de Estudos sobre Trabalho Docente (Rede Estrado) que, nos seus mais de 20 anos, promove canais de discussão e interação entre pesquisadores de diversas instituições e países na região.


2019 ◽  
Vol 9 (17) ◽  
pp. 70
Author(s):  
Theófilo Machado Rodriguês

Com a publicação, em 2005, de A razão populista, Ernesto Laclau trouxe o tema do populismo de volta para a agenda da teoria política. Mas o tema não ficou circunscrito somente aos debates teóricos. Nesse início de século assistimos ao crescimento de uma miríade de forças eleitorais que articulam a política sob o método do populismo. Essa forma de articulação de demandas e reivindicações ocorre tanto à direita quanto à esquerda do espectro ideológico. Tendo como suporte analítico o conceito de populismo de Laclau, o presente artigo investiga as recentes investidas eleitorais que atuam sob essa forma em quatro países: Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha. A primeira seção é dedicada ao conceito de populismo em Laclau. A segunda seção observa o processo eleitoral estadunidense de 2016 com a pré-candidatura de Bernie Sanders e a vitória de Donald Trump. Na terceira parte é analisada a ascensão de Jeremy Corbyn no Partido Trabalhista britânico e de seu oposto, Nigel Farage, do UKIP. Na quarta, foram comparados os extremos que se apresentaram para a eleição presidencial francesa de 2017: Marine Le Pen, da Frente Nacional; e Jean-Luc Mélenchon, da antiga Front de Gauche, atual France Insoumise.Por fim, observa-se o crescimento do Die Linke e da AfD na Alemanha. A hipótese apresentada é a de que o conceito de populismo formulado por Ernesto Laclau e reafirmado por ChantalMouffe possui validade explicativa não apenas para países da América Latina, como já vem ressaltando uma parcela da literatura, mas também para os países do “norte”.


2019 ◽  
Vol 28 (56) ◽  
pp. 57-76
Author(s):  
Guadalupe Dithurbide

Este artículo se propone describir la estrategia de aislamiento a Venezuela en América Latina durante el último año del Gobierno de Barack Obama y el Gobierno de Donald Trump (2016-2018) en el marco de la política exterior de Estados Unidos de promoción de la democracia liberal en la región. Para alcanzar este objetivo se indagará sobre los diferentes medios que el Gobierno de los Estados Unidos utiliza para la implementación de esta estrategia, lo que aquí denominaremos un enfoque o diplomacia de múltiples vías, y profundizaremos en el rol que ocupa la Argentina en esta estrategia como aliado regional de los Estados Unidos durante el Gobierno de Mauricio Macri, período que explica el recorte temporal elegido.


2019 ◽  
Vol 59 (3-4) ◽  
pp. 959-987
Author(s):  
Luz María De la Mora Sánchez
Keyword(s):  

El gobierno del presidente Enrique Peña Nieto mantuvo una política comercial abierta y le dio un renovado impulso a la agenda de negociaciones comerciales con su participación en el Tratado Integral y Progresista de Asociación Transpacífica (tipat), la modernización del tlc con la Unión Europea y el inicio de negociaciones con algunos países en América Latina, Asia y Medio Oriente. La llegada del presidente Donald Trump colocó la política comercial de México en una posición defensiva. Renegociar el Tratado de Libre Comercio de América del Norte implicó pagar elevados costos para mantener el acceso preferencial a su principal mercado de exportación.


Author(s):  
Paulo Barrera Rivera
Keyword(s):  

La participación de evangélicos en política es un fenómeno que se ha hecho común en América Latina en el período posterior a las dictaduras. El presente artículo analiza el fenómeno, más reciente, del apoyo de evangélicos/as a candidaturas y proyectos políticos de la extrema derecha que configuran un “neoconservadorismo religioso”. Concentramos nuestra atención en la práctica política de evangélicos en el Perú, en el período contemporáneo al gobierno de Donald Trump que acogió a la transnacional política religiosa “Capitol Ministries”. Analizamos la comprensión del poder político en la tradición evangélica y los argumentos teológicos de su militancia en la extrema derecha. Nos apoyamos en levantamiento etnográfico remoto de material de campaña electoral del partido Renovación Popular y de sus candidatos pastores a las elecciones del 2021 en Perú. Trabajamos con la hipótesis de que la comprensión de los evangélicos del poder político reduce el espacio democrático al transformar adversarios en enemigos que deben ser “exterminados”, semejante al fenómeno Bolsonaro en Brasil.


2019 ◽  
Vol 22 (2) ◽  
pp. 34-65
Author(s):  
Carlos De la Torre

O século XXI poderá ser conhecido como o século do populismo. Não mais confinado à América Latina ou às margens da política européia, o populismo se espalhou pela África, Ásia e, com a eleição de Donald Trump, pelo berço da democracia liberal. Embora seja incerto qual o impacto que o populismo de Trump terá na democracia americana, vale a pena aprender com a América Latina, onde os populistas estiveram no poder desde as décadas de 1930 e 1940 até o presente. Mesmo enquanto populistas latino-americanos como Juan Perón e Hugo Chávez incluíam os pobres e os não-brancos na comunidade política, eles avançaram em direção ao autoritarismo, minando a democracia por dentro. Os fundamentos da democracia americana e as instituições da sociedade civil são fortes o suficiente para resistir ao populismo de direita do presidente Donald Trump?


Em Tese ◽  
2020 ◽  
Vol 17 (1) ◽  
pp. 127-132
Author(s):  
Ana Tereza Duarte Lima de Barros
Keyword(s):  

Com a ascensão ao poder de Donald Trump, nos Estados Unidos; a reaparição de líderes ultranacionalistas, na Europa; e a possível candidatura do militar da reserva Jair Bolsonaro, no Brasil, o tema “populismo” se encontra em alta, sendo recorrente nas colunas de opinião dos grandes jornais, pelos quais se observa que cada autor parece possuir seu próprio conceito do que seja o populismo – o que também ocorre dentro das Ciências Sociais –, e a obra “La tentación populista. Una vía al poder en América Latina”, da cientista política Flavia Freidenberg, trata da questão com maestria. Ainda que o libro tenha sido publicado em 2007, em 2018, com o aparecimento de novas lideranças populistas no cenário mundial, a temática do populismo se encontra em um de seus auges.


2020 ◽  
Vol 19 (37) ◽  
pp. 268-277
Author(s):  
Ricardo Neves Streich
Keyword(s):  
La Plata ◽  

Este texto é uma resenha do livro “Geopolítica y Economía Mundial. El ascenso de China, la era Trump y América Latina” organizado por Gabriel Esteban Merino e Patricio Narodowski e publicado no segundo semestre de 2019 pelo Instituto de Investigaciones en Humanidades y Ciencias Sociales da Universidad de la Plata. A obra em questão busca analisar a partir de uma perspectiva periférica e latino-americana as dinâmicas atuais do capitalismo mundial. A grande disputa característica destas dinâmicas é a emergência político-econômica chinesa, ocorrida no século XXI, e a resposta nacionalista estadunidense, notadamente a vitória eleitoral de Donald Trump em 2016. Para analisar esta candente e complexa questão são mobilizados instrumentais teóricos de diversas áreas do conhecimento, dentre as quais a sociologia, economia, geopolítica e história. Com estas contribuições o livro ambiciona criticar as perspectivas tipicamente liberais e, assim, atualizar a perspectiva estruturalista tão cara à tradição das ciências sociais latino-americanas, especialmente no que diz respeito às categorias de “centro-periferia”, “hegemonia” e “dependência”.


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