PAPÉIS SOCIAIS E DESIGUALDADE DE GÊNERO NO ESPAÇO ESCOLAR
Historicamente, as relações de gênero são atravessadas por paradigmas sobre os papéis sociais atribuídos aos homens e às mulheres, que reverberam em preconceitos, discriminações e desigualdades, bem como em expressões de violência contra a mulher, nos diversos contextos sociais. Essas concepções presentes na sociedade são também percebidas no espaço escolar, nos discursos, práticas pedagógicas e conteúdos didáticos que naturalizam a hierarquia nas relações entre homens e mulheres, e legitimam a desigualdade de gênero. Trata-se de uma revisão bibliográfica, realizada por meio de buscas nas bases de dados SciELO e Periódicos CAPES. Foram selecionados artigos publicados de janeiro de 2010 a agosto de 2020, objetivando investigar como a escola tem dialogado sobre os papéis sociais de gênero, baseados no modelo de masculinidade hegemônica, e como tais estereótipos contribuem para a reprodução e naturalização da desigualdade de gênero nas relações sociais entre homens e mulheres no espaço escolar. Para vislumbrarmos mudança no atual cenário, é essencial reconhecer a escola como lócus de transformação social, que se dá por meio de reflexão e consciência crítica. Cabe à escola utilizar estratégias que visem a problematizar as questões de gênero e ressignificar os paradigmas sociais que geram a desigualdade de gênero. Ademais, salientamos a importância da participação do poder público na promoção de formação docente sobre a temática gênero e diversidade, e proposição de políticas públicas que favoreçam a participação efetiva das mulheres, a fim de garantir uma educação para a equidade de gênero, com vistas ao desenvolvimento de uma sociedade mais justa e digna.