scholarly journals O imaginário e o poético nas obras de Miguel Ángel Asturias e Octavio Paz

2015 ◽  
Vol 11 (18) ◽  
pp. 12
Author(s):  
Mariluci GUBERMAN

O diálogo da modernidade com a tradição na América Latina e a resistência da memória, aliada à tradição e ao imaginário dos povos desse continente. A história e o imaginário dos universos dos maias e dos astecas por meio da linguagem inovadora de Miguel Ángel Asturias (Guatemala) e Octavio Paz (México). A realidade filtrada pela linguagem mágica de Asturias: elementos mágicos que pertencem à suprarrealidade da Guatemala. Surrealismo ou realismo mágico? Octavio Paz e o pensamento dos nahuas (astecas). O movimento cíclico das imagens no poema paciano, “Piedra de sol”, e o tempo petrificado e despetrificado no instante poético da criação literária, a imaginação do poeta feita poesia. As raízes mexicanas no poema de Paz, “Mariposa de obsidiana”, símbolo do movimento e memória de um povo: recordação do passado de trevas e projeção de um futuro de luz.Palavras-chave: Modernidade e tradição. Ruptura. Memória. História. Imagem e imaginário.

2020 ◽  
pp. 11-37
Author(s):  
Antonio Álvarez Pitaluga

Se propone un acercamiento histórico a las categorías literarias, realismo mágico y real maravilloso, mediante un análisis de sus potencialidades como modelos interpretativos para la historia cultural de Latinoamérica. Se demuestra, además, que sus más reconocidos representantes, Miguel Ángel Asturias y Alejo Carpentier, estructuraron dichas aportaciones desde una perspectiva historicista como modelos transdiciplinarios para la comprensión cultural de América Latina.


2008 ◽  
Vol 5 (5) ◽  
Author(s):  
Amina Maria Figueroa Vergara

O presente trabalho tem por objetivo identificar elementos do surrealismo francês  como vanguarda literária européia e do realismo mágico como um movimento de renovação  da narrativa literária latino-americana, na obra El Señor Presidente de Miguel ángel Asturias.


2021 ◽  
Vol 21 (30) ◽  
pp. 129-156
Author(s):  
Sebastião Leal Ferreira Vargas Netto

Este artigo pretende explorar a presença de inspirações anarquistas na trajetória e na obra de dois intelectuais latino-americanos nascidos no ano de 1914: Nicanor Parra e Octavio Paz. Utilizando suportes documentais variados (depoimentos, ensaios, produção memorialística, cartas, poesias, discursos), refletimos sobre como dois dos mais importantes poetas da sua geração foram influenciados pelas diversas tradições libertárias e como a expressão poética (essa “outra voz”) é uma contribuição fecunda para o pensamento crítico e para a história da resistência ao autoritarismo na América Latina.


Anos 90 ◽  
2009 ◽  
Vol 16 (29) ◽  
pp. 261-290
Author(s):  
Germán Alburquerque

Este artículo estudia el pensamiento de los escritores latinoamericanos Octavio Paz y Mario Vargas Llosa a la luz de los procesos políticos más decisivos de la segunda mitad del siglo XX: la Guerra Fría, la lucha del Tercer Mundo y, en el plano continental, el ciclo revolucionario, con sus éxitos y fracasos. Se analiza su pensamiento – y también su acción – con el propósito de constatar, primero, la globalización de los intelectuales latinoamericanos, y segundo, la singularidad de las ideas de ambos escritores, que muchas veces fueron contrarias a las del campo intelectual en general.


Author(s):  
Norma Sueli De Araújo Menezes ◽  
Julia Morena Costa

Este ensaio objetiva apresentar uma análise da violência presente no livro “Amuleto” do escritor chileno Roberto Bolaño. O romance está contextualizado no início da década de 1970, momento de grandes tensões políticas e de significativa violência no México e do início da ditadura militar-empresarial chilena (1973-1990). Os regimes ditatoriais, embora em circunstâncias diferentes, foram (e são ainda) episódios marcantes que unem os países latino-americanos. Identificaremos as diversas formas de violência ocorridas na América Latina, especificamente, no Chile e no México durante o período mencionado, assim como, qual a relação entre a política e a literatura presentes na referida obra. Os atuais discursos políticos que circulam em nossa sociedade sinalizam que grande parte da população brasileira provavelmente ignora parte significativa da história, inclusive do Brasil, nas décadas de 1960/1970, ou seja, a memória produzida sobre este período não deu conta de fazer conhecer os horrores e as atrocidades cometidos durante os mais de 20 anos de governo militar no país. A partir da abordagem do lugar da poesia e dos poetas na década de 1970, a narradora de Amuleto versa sobre seu papel de defensora da poesia e da memória política do México e do Chile de meados do século XX, de forma indissociável. Com seu discurso circular, calcado na reiteração de eventos traumáticos que presenciou, em especial, à invasão à UNAM, o Massacre de Tlatelolco (1968) e o golpe militar chileno (1973). Neste último fato, relatado pelo personagem Arturo Belano, há um trabalho de escavação memorialística, tanto nas ocorrências históricas mencionadas, como dos intentos poéticos do distrito federal mexicano. Os jovens poetas narrados pela protagonista defendiam o livre trânsito entre vida e poesia, se opunham aos moldes acadêmicos vigentes encarnados na figura de Octavio Paz, como também do poder hegemônico. O movimento poético desses jovens latino-americanos da década de 1970 agrega as muitas inquietações dos seus integrantes. A paixão pela poesia é o princípio básico que dá unidade ao grupo que buscava em cada ato e em cada verso um novo modo de explicar o mundo através de uma poesia sem burocracias, sem espaços de poder e legitimações padronizadas. Este estudo contribui para a indispensabilidade de se manter vivos os horrores e traumas que aconteceram durante os regimes autoritários e as ditaduras militares na América Latina e suas reverberações, considerando, sobretudo, que a memória pode ser um potente instrumento utilizado na reconstrução da história. Serão utilizados textos teóricos e críticos de Paul Ricoeur (1996), Nascimento (2008), Seligmann-Silva (2003), Sarlo (2007) e Rojo (2012), Bolognese (2009), Villarreal (2011), entre outros.


2020 ◽  
Vol 12 (24) ◽  
pp. 489-513
Author(s):  
Maria Cristina Bohn Martins ◽  
Vinícius de Oliveira Masseroni

O artigo que apresentamos busca mostrar as possibilidades de intersecção entre a História e Literatura, por meio do romance, de autoria de Gabriel García Márquez, Cem anos de solidão. Sem aderirmos aos pressupostos da não diferenciação entre discurso historiográfico e discurso literário, valemo-nos das contribuições da História Cultural (Roger Chartier), em especial o conceito de representação. Dentro dessa perspectiva realizamos uma análise de algumas passagens do texto de García Márquez, com o intento de mostrar como, por meio de sua obra, Gabo tentou retratar a história da América Latina e quem eram os latino-americanos. Não foi possível realizar tal objetivo sem inserir o escritor colombiano dentro de seu contexto histórico e literário, ou seja, na década de 1960 – e a influência da Revolução Cubana – e, também, inseri-lo dentro da estética do realismo mágico. Por óbvio o texto não procura exaurir as possibilidades de análises continuando, o texto de García Márquez, uma obra aberta a novas problematizações e interpretações.


2020 ◽  
Vol 8 (15) ◽  
pp. 28-54
Author(s):  
Priscila Ribeiro Dorella

  Susan Sontag (1933-2004) foi uma das intelectuais públicas norte-americanas mais importantes do século XX. Escritora de romances e ensaios com dezenas de traduções, ela conviveu com expressivos intelectuais e artistas, inclusive latino-americanos, tais como Carlos Fuentes, Octavio Paz e Júlio Cortázar. Com isso buscou despertar o interesse de muitos leitores para as inovações literárias produzidas na América Latina, durante a Guerra Fria, e de que modo elas foram movidas pela urgência em pensar os acontecimentos políticos e sociais resultando em uma produção extremamente instigante e difícil de ser encontrada nessa mesma época nos Estados Unidos. Este artigo tem como objetivo apresentar como foram sendo estabelecidas as suas relações com alguns intelectuais latino-americanos, bem como discutir os desdobramentos de seus controversos posicionamentos políticos em relação à política externa norte-americana e as experiências revolucionárias na América Latina.


2018 ◽  
Vol 22 (35) ◽  
pp. 15-41
Author(s):  
Aurelio Horta Mesa

Este trabajo propone una relectura de la teoría de lo real maravilloso americano de Alejo Carpentier (1904-1980) en su septuagésimo aniversario. Además del interés de revisión de su texto teórico en relación con las prácticas de las artes y la literatura, se planeta un análisis de sus lógicas y naturales disimilitudes con el realismo mágico, en tanto poética autónoma de excepción de la primera, en esa compleja construcción de la modernidad en América Latina en el siglo XX.


2009 ◽  
Vol 13 (2) ◽  
Author(s):  
Júlio Pimentel Pinto
Keyword(s):  

Author(s):  
María Fernanda Romo Vázquez

Después de la época de oro de la literatura en América Latina durante los años sesenta –conocida como el Boom de la literatura latinoamericana– varios escritores sufrieron los estragos de lo que significaba ser publicado después del auge y el éxito de autores como Octavio Paz, Gabriel García Márquez o Julio Cortázar. Los autores del boom marcaron una era de la literatura en nuestro país y en los países vecinos; a nivel internacional mostraron una realidad de Latinoamérica que no se había mostrado por completo anteriormente y este radical cambio, afectó a sus contemporáneos que también buscaban publicar sus obras. ¿Por qué? Lamentablemente, porque la industria cultural enfocó aún más su desarrollo global en producciones que brindaran cierta remuneración económica. Se cerró el prestigioso círculo y no dio más entrada a otros artistas (hasta la fecha). Para explicarnos con mayor claridad lo anterior desde un punto de vista profesional, entrevisté al escritor hidalguense Agustín Ramos, nacido en Tulancingo, Hidalgo. Es autor de Al cielo por asalto (1979), Ahora que me acuerdo (1985), La vida no vale nada (1986) y Como la vida misma (2005). Desde su perspectiva podremos visualizar qué cambios ha sufrido la literatura de América Latina durante los últimos años, lo que enfrenta en todo el mundo y, específicamente, en México.


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