scholarly journals UMA ANÁLISE BIOÉTICA DO USO DA TECNOLOGIA CRISPR

2021 ◽  
Vol 5 (1) ◽  
pp. 37-48
Author(s):  
Francy Vilela ◽  
Gabriel Regis Peixoto ◽  
Natália Franco Taketani
Keyword(s):  

O presente estudo busca trazer uma compreensão aprofundada da recente tecnologia CRISPR (Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats), principal ferramenta na Biotecnologia, analisando-a a partir das perspectivas, reflexões e conceitos da Bioética contemporânea, de modo a elucidar e ponderar suas aplicações e consequências éticas, tanto no que diz respeito ao homem, quanto aos seres vivos em geral. Uma vez que esta tecnologia configura um emergente problema bioético, já que desafia seus limites, ultrapassa-os colocando em cheque a existência humana digna, é fundamental esclarecer e definir quais são esses limites, quais as consequências danosas de transpô-lo, além de compreender quais os papéis das diversas instâncias envolvidas. Através de revisão bibliográfica, constatou-se que a necessidade de mecanismos mais eficazes e rigorosos direciona a atenção para Comitês de Ética, sua estruturação e o suporte teórico e legal em que se fundamentam. Há disponível uma vasta produção bibliográfica que reflete, de forma crítica e profunda, as implicações bioéticas do emprego da tecnologia CRISPR, que também fornece rico material que deve ser utilizado pelos comitês de ética. É o caso da teoria ética proposta por Hans Jonas que se mostra valioso instrumento para orientar as discussões nos comitês de ética, uma vez que fornece um princípio ético, o princípio de responsabilidade, do qual é extraído um novo imperativo ético. Qualquer projeto de pesquisa que faça utilização da tecnologia CRISPR deve ser submetido, antes, a este imperativo, para ser visualizado suas consequências futuras para a autêntica e digna condições de vida humana.

Author(s):  
Sigurd Hverven ◽  
Thomas Netland

AbstractThis article discusses Hans Jonas’ argument for teleology in living organisms, in light of recently raised concerns over enactivism’s “Jonasian turn.” Drawing on textual resources rarely discussed in contemporary enactivist literature on Jonas’ philosophy, we reconstruct five core ideas of his thinking: 1) That natural science’s rejection of teleology is methodological rather than ontological, and thus not a proof of its non-existence; 2) that denial of the reality of teleology amounts to a performative self-contradiction; 3) that the fact of evolution makes it implausible that only humans actualize purpose; 4) that the concept of metabolism delimits and gestures towards beings performing purposive activity; and 5) that concrete encounters with living organisms are indispensable for the judgment that they are purposive. Lastly, we draw attention to how Jonas’ understanding of teleology and inwardness in nonhuman life in terms of degrees of identity with human life poses a problem for his view. In this way, we hope to clarify what Jonas, as an important source of inspiration for the enactivist project, is proposing.


Author(s):  
Raphael Döhn
Keyword(s):  

Zusammenfassung Dieser Beitrag fokussiert den von Hans Jonas in Der Gottesbegriff nach Auschwitz. Eine jüdische Stimme als Antwort auf die Theodizeefrage skizzierten Mythos und setzt ihn in Beziehung zu Fiktionalitätsdiskursen. An die Darstellung und Erläuterung des Mythos schließen sich Ausführungen zu den ihm zugrundeliegenden Quellen (u. a. Gnosis, Kabbala, Hegel) sowie zu Jonas’ eigenen Reflexionen zur Textgattung und zu den Kernaussagen des Mythos an. Nach einer christlich-theologischen Würdigung der jonasschen Religionsphilosophie wird der Mythos unter Bezugnahme auf Fiktionalitätsdiskurse betrachtet und auf Berührungspunkte mit jüdischen, christlichen und gnostischen Weltentstehungs- und Welterklärungserzählungen aufmerksam gemacht.


Author(s):  
Robert Theis
Keyword(s):  

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