POR UMA GÊNESE DO GRUPO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO INTERCULTURAL (GPEI)
Este ensaio autobiográfico, tem por objetivo resgatar, sistematizar e refletir desde o que a memória permite, sobre um itinerário que acabou constituindo e forjando a consolidação de um grupo de pesquisa no interior de uma universidade de cunho comunitário. Lança-se mão de um modo de escrita que se movimenta por entre a valorização da subjetividade e das relações que foram se estabelecendo no processo. A escrita autobiográfica é compreendida como o exercício de descrever dinâmicas interiores, explorando e reconhecendo na subjetividade o potencial criativo e, portanto, valoriza-se um itinerário que é construído no ato mesmo da experiência, nesse sentido ele é mais instituinte do que instituído. Ganha relevância a perspectiva da descolonização do pensamento (e das subjetividades), como uma prática que impulsiona ao encontro consigo mesmo (autobiográfico) e abre-se para o com quem e o onde se está (geoepistêmico). O ensaio destaca o reconhecimento da existencialidade como elemento fundante do trabalho coletivo e a horizontalidade como estratégia de construção de pertencimentos identitários. Enfatiza a sensibilidade e a abertura como dinâmicas que possibilitam o abrir-se para modos outros de conhecer e produzir conhecimentos, podendo e devendo ser experimentados no cotidiano, arena em que revela potencialmente a existencialidade.