scholarly journals Novos rumos para o processo de avaliar: desafios para os professores do ensino fundamental

Author(s):  
Lina Cardoso Nunes

<span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">Este artigo relata o breve estudo que teve como objetivos, inicialmente, analisar as relações entre avaliação e aprendizagem dos conteúdos sistemáticos propostos pela escola, identificando como a forma de avaliar e/ou os procedimentos de avaliação podem influenciar no processo de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos avaliados. Posteriormente buscou-se analisar as modalidades de avaliação implementadas no Ensino Fundamental no contexto dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, explicitando a sua contribuição para o desenvolvimento da autonomia do sujeito. A investigação foi realizada em quatro escolas públicas do município do Rio de Janeiro e teve como principais conclusões que há um empenho indiscutível da direção para o êxito das atividades que são desenvolvidas com seriedade e respeito pela equipe de professores e embora se observe, em diferentes momentos, os entraves para a realização das propostas oficiais, já se pode reconhecer que novos rumos para o processo de avaliar se instituem progressivamente.</span>

2012 ◽  
Vol 23 (52) ◽  
pp. 68
Author(s):  
Ivanete Bellucci Pires de Almeida ◽  
Francisco Carlos Benedetti

<span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">A pesquisa que originou o presente texto mediu a eficiência das escolas públicas cicladas e não cicladas de ensino fundamental centrando-se nos municípios de Campinas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Variáveis foram construídas para entender a influência do trabalho pedagógico do professor em relação ao tipo de escola (ciclada e não ciclada) e, simultaneamente, interessou-nos verificar a associação desse trabalho docente com outras variáveis: (a) as variáveis de proficiência média em leitura e matemática dos alunos, que foram medidas em dois momentos distintos de suas vidas escolares, a saber, na 1ª série e na 3ª série; e (b) a variável nível socioeconômico, investigada junto a um questionário respondido pelos pais. As associações entre tais variáveis nos permitiram a obtenção de níveis de eficiência das escolas.</span>


2011 ◽  
Vol 22 (48) ◽  
pp. 29
Author(s):  
Maria Isabel Ramalho Ortigão

<span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">O estudo busca caracterizar as práticas docentes em Matemática com base nas informações obtidas com a aplicação de um questionário auto-administrado. O instrumento foi aplicado a uma amostra de 169 professores de matemática do ensino fundamental que lecionam em escolas públicas e particulares da cidade do Rio de Janeiro. Com o intuito de obter uma caracterização das escolas onde esses docentes atuam um segundo questionário foi aplicado a uma amostra de estudantes, possibilitando a obtenção do perfil socioeconômico e cultural médio dos alunos dessas escolas. Escalas do tipo Likert foram construídas e validadas para instigar professores a se posicionarem em relação às abordagens didáticas implementadas, à organização das aulas e aos procedimentos usados para avaliar formalmente os estudantes. Aos alunos foi solicitado que informassem sobre posse de bens, hábitos de estudo, escolaridade familiar. A análise, de natureza quantitativa, foi realizada, utilizando-se a teoria da resposta ao item não paramétrica. O modelo de medição, apoiado nas respostas aos itens sobre práticas pedagógicas em Matemática, definiu cinco escalas, com boas propriedades estatísticas.</span>


2008 ◽  
Vol 19 (40) ◽  
pp. 305 ◽  
Author(s):  
Marcio da Costa ◽  
Mariane C. Koslinski

<span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">No Brasil, há uma evidente hierarquia entre o alunado das redes escolares do ensino básico. Normalmente, as escolas privadas tendem a acolher alunos de melhor nível socioeconômico, ocupando as redes estaduais e municipais, sucessivamente, posições inferiores em uma escala de recursos econômicos de seus públicos. Entretanto, também existe forte hierarquização no interior das redes públicas e das instituições escolares. Essas hierarquias correspondem a um complexo sistema de produção e alimentação de desigualdades que no âmbito escolar, das oportunidades e da inserção a posteriori na estrutura ocupacional, desenha um esboço da marcante desigualdade social brasileira. O objetivo deste artigo é apresentar e descrever achados de uma pesquisa que explorou esse pouco conhecido universo das diferenças intra e entre escolas, para além dos aspectos relativos ao desempenho do alunado, enfatizando dimensões culturais e referentes à trajetória escolar pregressa. A pesquisa utilizou diversos instrumentos de coleta de informações, mas este texto apresenta parte dos resultados extraídos de um survey com cerca de 2500 alunos de vinte escolas do Rio de Janeiro. Os resultados indicam não só a óbvia diferenciação socioeconômica do alunado, mas também a presença de elementos culturais relevantes e de um presumível efeito da experiência de escolarização sobre perspectivas e atitudes dos alunos.</span>


2005 ◽  
Vol 16 (31) ◽  
pp. 169
Author(s):  
José Luiz Matias ◽  
Wânia Regina Coutinho Gonzalez

<span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">O trabalho objetivou investigar a adoção do modelo das competências na graduação de Administração, a partir de entrevistas realizadas com dez docentes de instituições de educação superior (IES) da cidade do Rio de Janeiro. O desenvolvimento desta temática foi feito, inicialmente, por meio de uma contextualização do modelo das competências no mundo do trabalho e na educação brasileira, comparando-o com as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Administração. Os resultados da pesquisa revelaram que a maioria dos docentes desconhece as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Administração, o que vem influenciando o ensino da disciplina, à medida que realizam uma abordagem acrítica do modelo das competências.</span>


2005 ◽  
Vol 16 (32) ◽  
pp. 25 ◽  
Author(s):  
Maria de Fátima Simões ◽  
Maria Eugénia Ferrão

<span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">A competência percebida é um conceito muito pesquisado no âmbito educacional. O seu interesse deriva da sua influência num vasto conjunto de variáveis das quais se destacam aquelas que motivam os indivíduos para a ação, especialmente quando destes depende a execução de tarefas com sucesso. Já existe algum consenso entre os pesquisadores sobre a idéia de que quando os alunos demonstram uma competência percebida ajustada as suas características pessoais e sociais estarão também melhor adaptadas, independentemente do nível de realização ou da capacidade individual. Com efeito, nesse caso, a competência percebida interfere na motivação, levando os indivíduos a prosseguir com os seus objetivos. No decorrer deste artigo explora-se a relação da competência pessoal percebida com o desempenho escolar em Matemática, para identificar grupos de risco. Um modelo de regressão múltipla é aplicado à subamostra de dados do Saeb, selecionados em 2001 no Rio de Janeiro, referentes à 4ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e à 3ª série do Ensino Médio. Controlando por sexo, defasagem idade-série, motivação para estudar Matemática, raça e nível socioeconômico, as estimativas obtidas mostram a associação entre a competência percebida e o desempenho em Matemática. Um modelo logístico permite identificar grupos de risco na avaliação da competência.</span>


2007 ◽  
Vol 18 (38) ◽  
pp. 171
Author(s):  
Donaldo Bello de Souza

<span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">O trabalho apresenta a consolidação de parte dos resultados provenientes de ampla pesquisa de<span class="Apple-converted-space"> </span></span><em style="color: #000000; text-transform: none; line-height: normal; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: verdana, arial; font-size: 13px; font-variant: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; white-space: normal; background-color: #ffffff;">survey</em><span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">, pautada em 29 Municípios do Estado do Rio de Janeiro, e enfoca algumas das dificuldades enfrentadas no atendimento da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos. Depois de traçadas referências às reformas que afetaram o<span class="Apple-converted-space"> </span></span><em style="color: #000000; text-transform: none; line-height: normal; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: verdana, arial; font-size: 13px; font-variant: normal; font-weight: normal; word-spacing: 0px; white-space: normal; background-color: #ffffff;">status</em><span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">dos municípios brasileiros, em face de suas responsabilidades na oferta desses níveis e modalidades de educação, efetiva-se a análise, entre outros aspectos, sobre os segmentos e fases de ensino atendidos, sua importância para a consolidação do processo de municipalização da educação, as justificativas, ações concretas e dificuldades enfrentadas para a sua cobertura, as parcerias e convênios estabelecidos e o tipo de entidade com as quais, predominantemente, são pactuados. Como conclusão mais geral, postula-se que o direito à Educação Básica, em larga medida, não se encontra localmente assegurado, confirmando o consenso existente de que a priorização específica do Ensino Fundamental, levada a efeito pelo Fundef, vem ocasionando o desfinanciamento da Educação Infantil e da Educação de Jovens e Adultos.</span>


2010 ◽  
Vol 21 (45) ◽  
pp. 33 ◽  
Author(s):  
Zacarias Gama

<span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">Este texto é produto de uma pesquisa mais ampla que teve como objeto de investigação a auto-avaliação de duas universidades públicas, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), realizada por suas Comissões Próprias de Avaliação (CPAs), em conformidade com a Lei n. 10.861, de 14 de abril de 2004, que instituiu o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), e com a Portaria MEC n. 2.051, de 9 de julho de 2004. Objetivou investigar a configuração e a implementação do processo auto-avaliativo em ambas as universidades, seu impacto na promoção do avanço do conhecimento e formação de cidadãos, suas contribuições para a superação de reducionismos e explicações simplistas da realidade humana, e suas possíveis contribuições para a construção do diálogo entre as diversas áreas e disciplinas acadêmicas. Entre os seus resultados destacam-se os relatórios estranhados, a subsunção dos tempos livres, o apagamento das subjetividades e a recapacitação das universidades, mediada pela Teoria do Capital Social.</span>


Author(s):  
Zacarias Gama

<span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">Neste texto ensaia-se a elaboração de uma arqueologia do discurso da avaliação formativa, considerando-se os enunciados mais recorrentes no âmbito da escola pública do Estado do Rio de Janeiro. A intenção é dar visibilidade às unidades deste discurso em termos de continuidade entre suas irrupções, bem como examinar a existência de um discurso que seja o mesmo em qualquer acepção, e investigar a que tipos de leis obedecem e se correspondem de fato à avaliação formativa. Foram considerados os enunciados presentes no estruturalismo, nos sistemas cibernéticos e no tecnicismo. O esforço empreendido revela a dispersão existente e as possíveis opções de filiações metodológicas, recomendando-se que qualquer prática de avaliação formativa seja precedida de muita cautela e sejam aprofundadas reflexões, em função de seu tom conservador e da falta de alternativas ao desenvolvimento das teorias de currículo pós-críticas e de por em xeque o poder</span>


Author(s):  
Juena Nogueira Mendes Rangel

<span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">O presente trabalho tem por objetivo refletir sobre o sentido da avaliação, a partir de uma experiência sobre o uso de portfólio no ensino superior como uma alternativa de avaliação do processo de aprendizagem. Esta prática avaliativa deu-se junto às turmas de 1º Período de Odontologia, matriculadas na disciplina de metodologia científica, na Universidade Estácio de Sá (Rio de Janeiro), entre 2001 e 2003, envolvendo 150 alunos, em encontros semanais de 4h/a, totalizando uma carga horária de 80h/a no semestre letivo. Os resultados demonstram a apropriação das múltiplas linguagens, além da científica, própria da disciplina; a adequação da prática de leitura, escrita e pesquisa envolvendo estratégias de revisão e reflexão sobre as atividades; o constante e permanente diálogo entre o professor e aluno, aluno/aluno; a dificuldade de o estudante elaborar o portfólio demonstrativo, nitidamente reflexivo; ênfase no processo de aprender e não no resultado. Conclui-se que alguns entraves precisam ser vencidos: a mudança da concepção de avaliação como quantificação que permeia o pensamento dos alunos e professores e a inserção de outras disciplinas que possam compartilhar desta prática para a assunção de um novo lugar para a avaliação, no contexto acadêmico.</span>


2006 ◽  
Vol 17 (33) ◽  
pp. 105
Author(s):  
Zacarias Jaegger Gama

<span style="font: 13px/normal verdana, arial; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; word-spacing: 0px; float: none; display: inline !important; white-space: normal; background-color: #ffffff;">O presente texto inscreve-se nas discussões que têm como objeto os ciclos de formação e a avaliação da aprendizagem de estudantes matriculados em escolas públicas, indagando sobre o que são, como se constituem, a que regras obedecem, que mudanças são introduzidas e que direções são estabelecidas pela Resolução SME nº 776/2003 aos ciclos e à avaliação educacional. Argumenta-se, por um lado, que tal resolução, além de ser uma reação conservadora, re-introduz elementos característicos do mais corrente neotecnicismo, e, por outro, que a retórica da SME leva-a a usar os conceitos de ciclo de formação e de aprendizagem como sinônimos e a retomar a pedagogia e a avaliação com referência a objetivos como elementos importantes, que parecem prenunciar um imediato processo de monitoramento e avaliação do desempenho dos alunos, da ação docente e da gestão escolar.</span>


Sign in / Sign up

Export Citation Format

Share Document