O artigo que ora apresento constitui-se como um recorte de uma pesquisa maior que tem como campo de problemáticas algumas práticas de socialização de bairros periféricos e que encontra no movimento hip-hop um grande campo de experimentação. De grande influência na cultura da juventude contemporânea, o hip-hop engendra discursos carregados de preocupação com os cenários de segregação social e cultural vivenciadas pelas periferias urbanas. Além de produzir, por meio de sessões exaustivas de treinamento, um corpo apto ao desenvolvimento de uma arte dotada de uma potência singular de encenar, por intermédio de gestos, composição corporal e movimento, um certo estilo de viver marcado por um cenario de falta, de precariedade e preconceito, porém não carente de inventividade. Dessa forma, problematizo, a partir do conceito “dispositivo de formação”, o processo pelo qual, jovens ligados ao movimento hip-hop, constituem-se como educadores sociais em projetos no campo da educação não formal.Palavras-chave: Educação não formal. Juventude. Movimento hip-hop.The formation device in the field of non-formal educationAbstractThis paper is a cut of a larger research that has as problematic some practices of socialization of poor youth, that Ends in the Hip-Hop a great Held of experimentation. Of great inHuence in the contemporary youth, Hip-Hop produces discourses against the social and cultural segregation experienced by the urban peripheries. They create, by means of exhaustive sections of training, a body capable of developing an art endowed With a singular power to stage, throughgestures, body composition and movement, a lifestyle marked by a scenario of lack, precariousness and prejudice, but not lacking in inventiveness. Therefore, I problematize from the concept of “formation device”, the process by Which young people connected to the Hip-Hop movement constitute themselves as social educators in non-formal education projects.Keywords: Non-formal education. Youths. Hip-hop culture.El dispositivo de formación en el campo de la educación no formalResumenEl presente artículo que ahora presento se constituye como un recorte de una investigación mayor que tiene como campo de problemáticas algunas prácticas de socialización de barrios periféricos, que encuentra en el movimiento hip-hop un gran campo de experimentación. De gran inHuencia en la cultura de la juventud contemporânea, el Hip-Hop engendra discursos cargados de preocupación por los escenarios de segregación social y cultural vivenciados por las periferias urbanas, además de producir por medio de secciones exhaustivas de entrenamiento, un cuerpo apto para el desarrollo de un arte con una potencia singular de escenificar, por medio de gestos, composición corporal y movimiento, un cierto estilo de vida marcado por un escenario de falta, de precariedad y prejuicio, pero no carente de inventiva. De esta forma problematiza, a partir del concepto “dispositivo de formación”, el proceso por el cual, jóvenes ligados al movimiento Hip-Hop, se constituyen como educadores sociales en proyectos en el campo de la educación no formal.Palabras clave: Educación no formal. Juventud. Movimiento hip-hop.