scholarly journals Avaliação da Susceptibilidade ao Temephos de Populações de Aedes aegypti (Diptera: Culicidae) dos Municípios de Maracaju e Naviraí, MS, Brasil

BioAssay ◽  
2015 ◽  
Vol 10 ◽  
Author(s):  
Ednilson Lopes da Silva ◽  
Eduardo José Arruda ◽  
Carlos Fernando Salgueirosa Andrade ◽  
Magda Freitas Fernandes ◽  
Tatiane Zaratini Teixeira ◽  
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Keyword(s):  

Dengue é uma das arboviroses mais importante no mundo atualmente, cuja transmissão se dá pela picada do mosquito Aedes aegypti. O controle do vetor, com produtos biológicos ou químicos, ainda é a principal forma de controle, sendo os inseticidas uma importante ferramenta nos programas de manejo integrado. Porém, esta estratégia encontra-se ameaçada pela seleção de resistência, especialmente aos organofosforados. O objetivo com o presente trabalho foi avaliar o status de susceptibilidade/resistência de populações de Ae. aegypti ao organofosforado Temephos® em dois municípios onde ocorre uso contínuo desse inseticida. Utilizou-se as concentrações diagnóstico 0,008 e 0,012 mg L-1 como preconizado, respectivamente, pela Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo (SUCEN) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os resultados apresentaram percentual de mortalidade abaixo de 80% nas duas concentrações avaliadas, demonstrando resistência das populações ao inseticida. Este fato aponta para a necessidade de monitoramento da resistência nas populações de Ae. aegypti da região.

Author(s):  
Claudia Lucia LIMA ◽  
Erika Cristina Silva Batista QUEIROZ ◽  
Geraldo José SANT'ANNA ◽  
Luiz Sergio VANZELA

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e no mundo, tendo como o vetor, o mosquito Aedes aegypti, cuja proliferação apresenta forte relação com fatores sociais. Sabendo – se que o município de Fernandópolis encontra-se entre os 25% dos municípios paulista com maiores números de casos de dengue e os fatores sociais são decisivos neste processo. O presente estudo tem como objetivo avaliar a influência de indicadores sociais nos casos positivos de dengue no município de Fernandópolis – SP. Trata-se de pesquisa exploratória, com dados secundários, por meio de modelos matemáticos, sendo analisada a densidade demográfica e renda bruta per capita, de 40 bairros no de 2011. Nestes bairros observou-se que tanto aqueles de alta, como naqueles de baixa densidade demográfica, houve aumento nos casos positivos de dengue. Também observou- se que os casos de dengue tenderam a reduzir com o aumento da renda bruta per capita.


2003 ◽  
Vol 37 (6) ◽  
pp. 729-734 ◽  
Author(s):  
Ricardo A Passos ◽  
Gisela R A M Marques ◽  
Júlio C Voltolini ◽  
Maria Lúcia F Condino

OBJETIVO: Analisar a infestação de Aedes aegypti e Aedes albopictus e verificar sua associação com fatores climáticos e com a sua freqüência em recipientes de área urbana. MÉTODOS: Foi selecionado o município de São Sebastião, localizado no litoral Sudeste do Brasil. Foram utilizados os dados do "Programa de Controle de Vetores de Dengue e Febre Amarela no Estado de São Paulo" que realiza a vigilância entomológica em pontos estratégicos, armadilhas e delimitação de focos. Os pontos estratégicos são imóveis onde existem recipientes em condições favoráveis à proliferação de larvas. Para análise dos dados, foram utilizados os testes de significância estatística: Kruskal-Wallis, Dwass-Steel-Chritchlow-Fligne e Mann-Whitney. RESULTADOS: Verificou-se crescimento anual da positividade de armadilhas e pontos estratégicos para Ae. aegypti e diminuição para Ae. albopictus. Observou-se aumento do número de imaturos de Ae. aegypti e diminuição da outra espécie. Na positividade de imóveis para a presença de larvas, verificou-se aumento gradativo do número de imóveis com Ae. Aegypti, superando a positividade para Ae. albopictus. Houve uma fraca correlação das espécies com os fatores abióticos. As maiores freqüências de imaturos de ambas espécies foram em recipientes artificiais passíveis de remoção. CONCLUSÕES: Os resultados evidenciaram no período de estudo a predominância de Ae. aegypti sobre Ae. albopictus em área urbana, indicando que o crescimento populacional do primeiro parece ter afetado a chance de sua coexistência. Sugere-se que algum processo de seleção natural possa estar operando e desse modo contribuindo para levar à separação das duas espécies.


1999 ◽  
Vol 33 (5) ◽  
pp. 521-522 ◽  
Author(s):  
Maria de Lourdes G Macoris ◽  
Maria Teresa M Andrighetti ◽  
Luiz Takaku ◽  
Carmen M Glasser ◽  
Vanessa C Garbeloto ◽  
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Keyword(s):  

Foi detectada, por meio de bioensaios, alteração dos níveis de suscetibilidade do Aedes aegypti a organofosforados em municípios do Estado de São Paulo


2011 ◽  
Vol 44 (3) ◽  
pp. 349-355 ◽  
Author(s):  
Carmen Moreno Glasser ◽  
Marylene de Brito Arduino ◽  
Gerson Laurindo Barbosa ◽  
Ricardo Mario de Carvalho Ciaravolo ◽  
Maria de Fátima Domingos ◽  
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Keyword(s):  

INTRODUÇÃO: Em região de alta incidência de dengue, no litoral do Estado de São Paulo, selecionaram-se 9 áreas, com objetivo de avaliar o comportamento de formas imaturas de Aedes aegypti. MÉTODOS: As 9 áreas foram agrupadas em 4 estratos, diferenciados pelo uso e ocupação do solo. Foram coletadas larvas e pupas numa amostra de cerca de 500 imóveis em cada área. RESULTADOS: Apesar do pneu e lona apresentarem as maiores taxas de positividade para Aedes aegypti, o ralo, juntamente com outros recipientes fixos nas edificações foram altamente predominantes entre os recipientes positivos (32 a 76% dos recipientes positivos). As áreas coletivas de prédios e os imóveis não residenciais de grande porte apresentaram as maiores taxas de positividade para Aedes aegypti enquanto os apartamentos, as menores. Os níveis de infestação foram maiores na área residencial com predominância de prédios de apartamentos, onde 76% dos criadouros detectados foram recipientes fixos nas edificações. CONCLUSÕES: Esses conhecimentos são importantes subsídios para a estratégia de controle, pois reforçam a necessidade de atenção especial para determinados tipos de imóveis, bem como da adequação da norma técnica de ralo de água pluvial e da melhoria de manutenção das edificações. Além disso, são necessárias observações sistemáticas que permitam acompanhar a dinâmica de ocupação de diferentes imóveis e recipientes por Aedes aegypti e a incorporação desses conhecimentos nas ações de controle do vetor na região.


Acta Tropica ◽  
2019 ◽  
Vol 189 ◽  
pp. 104-113 ◽  
Author(s):  
M.R.S. Heinisch ◽  
Fredi Alexander Diaz-Quijano ◽  
Francisco Chiaravalloti-Neto ◽  
Filipe Gabriel Menezes Pancetti ◽  
Ronan Rocha Coelho ◽  
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1999 ◽  
Vol 32 (4) ◽  
pp. 357-362 ◽  
Author(s):  
Francisco Chiaravalloti Neto ◽  
Antônio I.P. da Costa ◽  
Maria Sílvia de Assis Moura ◽  
Margareth R.D. Soares ◽  
Fernanda Correia Pereira ◽  
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O objetivo do trabalho é medir as coberturas das atividades municipais de controle de Aedes aegypti e/ou Aedes albopictus, o casa-casa e o arrastão, realizadas entre 1989 e 1995 na região de São José do Rio Preto, São Paulo e avaliar a correlação cruzada entre elas e os Índices de Breteau (IB). Para o municípios com até 50.000 imóveis as coberturas conjuntas das atividade casa-casa e arrastão foram em sua maioria adequadas e as coberturas do casa-casa apresentaram correlação cruzada negativa com os IB. Para município sede (maior que 50.000 imóveis) estas coberturas não apresentaram correlação com os IB. Em geral as coberturas foram inversamente proporcionais ao tamanho dos municípios. Para todas as faixas de tamanho de municípios, os arrastões não apresentaram correlação com os IB, mostrando-se ineficazes.


2010 ◽  
Vol 43 (2) ◽  
pp. 145-151 ◽  
Author(s):  
Gerson Laurindo Barbosa ◽  
Roberto Wagner Lourenço

INTRODUÇÃO: O vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti e, o atual programa de controle não atinge o objetivo de impedir sua transmissão. Este trabalho objetivou analisar a relação entre a distribuição espaço-temporal de casos de dengue e os indicadores larvários no município de Tupã, de janeiro de 2004 a dezembro de 2007. MÉTODOS: Foram construídos indicadores larvários por quarteirão e totalidade do município. Utilizou-se o método cross-lagged correlation para avaliar a correlação entre casos de dengue e indicadores larvários. Foi utilizado estimador kernel para análise espacial. RESULTADOS: A correlação cruzada defasada entre casos de dengue e indicadores larvários foi significativa. Os mapas do estimador Kernel da positividade de recipientes indicam uma distribuição heterogênea, ao longo do período estudado. Nos dois anos de transmissão, a epidemia ocorreu em diferentes regiões. CONCLUSÕES: Não ficou evidenciada relação espacial entre infestação larvária e ocorrência de dengue. A incorporação de técnicas de geoprocessamento e análise espacial no programa, desde que utilizados imediatamente após a realização das atividades, podem contribuir com as ações de controle, indicando os aglomerados espaciais de maior incidência.


2007 ◽  
Vol 41 (3) ◽  
pp. 375-382 ◽  
Author(s):  
Eudina Agar Miranda de Freitas Barata ◽  
Francisco Chiaravalloti Neto ◽  
Margareth Regina Dibo ◽  
Maria de Lourdes G Macoris ◽  
Angelita Anália C Barbosa ◽  
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OBJETIVO: Avaliar a ocorrência de população adulta de culicídeos em área urbana e medir a sensibilidade do método de coleta em caixa de repouso MÉTODOS: Foram coletados mosquitos entre 1999 e 2000, em duas cidades do Estado de São Paulo: Ocauçu e Uchoa. Em cada uma delas, sortearam-se 15 quadras, e em cada quadra um domicílio, onde foram instaladas duas caixas de repouso, no intra e no peridomicílio. Realizaram-se coletas mensais por domicílio, durante 13 meses, utilizando aspiradores manuais no intra e peridomicílio e no interior das caixas. Os espécimes capturados foram levados ao laboratório para triagem e identificação por espécie e sexo. RESULTADOS: Dos 2.112 espécimes de culicídeos coletados, 99,7% corresponderam a quatro espécies: Culex quinquefasciatus, Aedes aegypti, Cx. declarator e Cx. coronator. A distribuição percentual dessas espécies foi, respectivamente, em Ocauçu: 83,3%, 3,2%, 10,8% e 2,4%, e em Uchoa: 83,8%, 8,4%, 4,4% e 3,0%. Das fêmeas do gênero Culex, 34,3% foram coletadas nas caixas de repouso e 59,9% encontravam-se no intradomicílio. Das fêmeas de Ae. aegypti, 17,6% foram coletadas nas caixas de repouso e 82,4% encontraram-se no intradomicílio. CONCLUSÕES: A grande maioria dos espécimes coletados pertenciam a quatro espécies de culicídeos, sendo Cx. quinquefasciatus a mais freqüente. Proporcionalmente, as fêmeas de Ae. aegypti ocuparam mais o intradomicílio do que as do gênero Culex. A caixa de repouso apresenta potencial de utilização como dispositivo de vigilância, mas precisa ser mais bem avaliada.


2019 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 09
Author(s):  
Anderson Sena Barnabe ◽  
Natalia Barbosa Franco ◽  
Tatiana Ribeiro de Campos Mello
Keyword(s):  

<p>Este trabalho trata-se de um estudo observacional, analítico, que possui como objetivo fornecer dados epidemiológicos de casos de dengue no município de São Paulo, pois atualmente é uma doença emergente, ou ainda reemergente, em diversos municípios de estados brasileiros. Desta forma foi realizada uma pesquisa bibliográfica utilizando recursos metodológicos na busca de dados, disponibilizados na Secretaria Municipal da Saúde e Sistema de Informação de Agravos de Notificação. São Paulo tem notificado continuamente casos autóctones de dengue, já apresenta o maior número de infectados da doença. A infestação pelo <em>Aedes aegypti</em> e níveis de transmissão epidêmica são registrados em diversos municípios. Frente a este problema, existe a urgência de ações de saúde pública, é necessária a caracterização da ocorrência da doença no Estado.</p>


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